7 de dez de 2015

CRIA completa 15 anos de atividades

Há 15 anos, no dia 08 de dezembro de 2000, foi realizada a Assembleia de Constituição do Centro de Referência em Informação Ambiental, CRIA. A lista de presença da assembleia foi assinada por Carlos Alfredo Joly, Marcio de Miranda Santos, Pedro Paulo Martoni Branco, Rosana Filomena Vazoller, Rubens Naves, Vanderlei Perez Canhos, Dora Ann Lange Canhos, Sidnei de Souza, Érica Speglish, Paula F. Drummond de Castro, Benedito Aparecido Cruz, Charles Rehder Carvalho Moreira, Alexandre Marino, Luciano Laterza Lopes, Marinez Ferreira de Siqueira, Lúcia Helena Manzochi e Maria Cristina Damião Freitas que tornaram-se, assim, sócios fundadores da instituição.

Além da aprovação de seu Estatuto Social, a Assembleia Geral de Constituição elegeu o primeiro Conselho Deliberativo do CRIA, que foi composto por Carlos Alfredo Joly, Giselda Durigan, Marcio de Miranda Santos, Pedro Paulo Martoni Branco, Rosana Filomena Vazoller e Rubens Naves.

Ao longo desses 15 anos, algumas pessoas se afastaram, novos colaboradores chegaram e outras permanecem lutando pelos ideais iniciados naquela data. O objetivo estatutário de “disseminar o conhecimento científico e tecnológico e promover a educação, visando a conservação e utilização sustentável dos recursos naturais e a formação da cidadania”, porém, permanece sólido.

Resgatando a visão institucional do nosso primeiro plano estratégico:

“visualizamos o CRIA como um centro de apoio à sociedade, dentro da temática meio ambiente. Como insumo de ação, temos a organização e disseminação da informação científica e tecnológica de qualidade. Acreditamos que a compreensão e a internalização dos conceitos fundamentais sobre biodiversidade irão contribuir para uma considerável melhora na qualidade de vida da população e do seu ambiente. Internalizar estes princípios e conceitos implica ainda mudanças significativas nos valores e nos estilos de vida das sociedades atuais. Daí a importância da educação, da informação e da conscientização pública, que, aliadas a instrumentos econômicos, jurídicos e a políticas públicas adequadas, têm a missão de alterar comportamentos e promover mudanças substantivas de valores e atitudes.”

Nesses anos fizemos grandes avanços e obtivemos resultados expressivos. Iniciamos o CRIA com o desenvolvimento do Sistema de Informação Ambiental do Programa Biota/Fapesp, o SinBiota, e da revista Biota Neotropica. Em seu primeiro ano também tiveram início os trabalhos de desenvolvimento da rede SiCol – Sistema de Informação de Coleções de Interesse Biológico, para o Ministério de Ciência e Tecnologia e foi desenvolvido um novo sistema para o Bioline International, uma plataforma para a publicação de revistas e artigos de acesso livre e aberto.

No final de 2001 o CRIA teve o seu primeiro projeto aprovado pela Fapesp cujo objetivo era desenvolver uma rede integrada para acesso aos dados de 12 coleções biológicas do Estado de São Paulo, a rede speciesLinkImportantes barreiras técnicas e culturais precisaram ser ultrapassadas, mas a rede hoje conta com a colaboração de mais de 400 coleções e subcoleções, do Brasil e do exterior que, juntos, compartilham cerca de 7,5 milhões de registros e mais de um milhão de imagens. Nos últimos anos, o grande salto foi dado na botânica com o apoio do CNPq ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, que integra a rede speciesLink.

Outros importantes projetos também fazem parte dessa história, como a Flora brasiliensis online, a Lista de Espécies da Flora do Brasil, o Herbário Virtual A. de Saint Hilaire, o Herbário Virtual Auguste Glaziou, o openModeller, o Catálogo de Abelhas Moure, o OBIS no Brasil, entre outros projetos colaborativos que ajudaram a tornar a informação sobre a biodiversidade mais acessível à comunidade científica e público em geral.

Essas conquistas não são só do CRIA, mas de toda a comunidade científica, em especial os curadores e técnicos das coleções biológicas do país e do exterior que compartilham seus dados on-line, os taxonomistas que contribuem com o seu conhecimento na identificação das amostras biológicas e vários outros, inclusive os usuários que identificam erros e solicitam novas demandas dos sistemas.

O CRIA hoje significa esse conjunto complexo de provedores e usuários dos dados e ferramentas e de sua equipe de informática para biodiversidade.

Em seu 15º ano iniciamos uma nova etapa, buscando uma maior proximidade com a iniciativa privada e prefeituras, sem perder as parcerias estabelecidas com as instituições públicas de ensino e pesquisa e agências de fomento, fundamentais para o alcance dos nossos objetivos.

Sem dúvida temos grandes desafios pela frente, mas hoje temos também um currículo respeitável que nos permite continuar contribuindo para a melhora da qualidade de vida da população e do ambiente em que vivemos.

3 de dez de 2015

Parceria iDigBio e o INCT – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos

iDigBio (Integrated Digitized Biocollections) é o centro coordenador do esforço nacional americano de digitação de dados de coleções biológicas (ADBC Advancing Digitazation of Biodiversity Collections) financiado pela NSF (National Science Foundation) e atualmente compartilha cerca de 50 milhões de registros de espécimes.

O CRIA, graças ao desenvolvimento da rede speciesLink, componente informacional do INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos (INCT-HVFF), e graças ao apoio do CNPq, vem trocando experiências com a equipe do iDigBio desde 2013. Em maio de 2014 participou do simpósio "Collections for the 21st Century”, e recentemente em novembro de 2015 participou do 2015 iDigBio Summit.

Em abril o INCT-HVFF iniciou o processo para compartilhar os dados com o SiBBr e GBIF através da ferramenta IPT (Internet Publishing Toolkit) desenvolvida pelo GBIF. Essa integração às redes GBIF/SiBBr foi concluída em junho de 2015 e em setembro os dados também foram integrados ao portal do iDigBio, aumentando ainda mais a inserção internacional do INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos.

Durante o mês de novembro, a equipe do CRIA estudou a interface de programação de aplicação (API) do iDigBio e desenvolveu mecanismos para recuperar dados de amostras coletadas no Brasil de coleções selecionadas. Para iniciar esse processo focamos em dados de plantas, fungos e abelhas, por conta do INCT – HVFF, da rede de polinizadores e o projeto com a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas.


O resultado foi a integração de 16 conjuntos de dados que, juntos, compartilham 146 mil registros de espécimes coletados no Brasil. .

Dados dos seguintes herbários foram integrados ao INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos: Arizona State University Lichen Herbarium (ASU-Lichen), Arizona State University Vascular Plant Herbarium (ASU-Plants), United States National Fungus Collections (BPI), CAS Botany (BOT) (CAS-BOT), Duke University Herbarium (DUKE), University of Florida Herbarium (FLAS) (FLAS), Robert K. Godfrey Herbarium (FSU), Farlow Herbarium, Harvard University (HU-FH), Bernard Lowy Mycological Herbarium (LSUM), University of Michigan Herbarium (MICH) e Wisconsin State Herbarium (WIS). São cerca de 32 mil registros de 4.676 espécies distintas. Ao todo são 1.728 registros de tipos e 147 registros de espécies em listas vermelhas.


Das coleções entomológicas, foram selecionadas aquelas com registros de coletas de abelhas no Brasil, mas foram integrados todos os dados de material coletado no Brasil. São elas: Collaborative databasing of North American bee collections within a global informatics network project (AMNH-Bee), INHS Insect Collection (INHS-Insects), Snow Entomological Museum Collection (KU-SEMC), C.A. Triplehorn Insect Collection (OSUC), Ohio State University (OSUC-Insects), Entomology Division, Yale Peabody Museum (YPM-ENT). São cerca de 115 mil registros de 1.598 espécies distintas. Ao todo são 4.987 registros de tipos e 25 registros de espécies em listas vermelhas.

Vale a pena conferir!

Partnership between iDigBio and INCT – Virtual Herbarium of Flora and Fungi

iDigBio - Integrated Digitized Biocollections is the National Resource for Advancing Digitization of Biodiversity Collections (ADBC) funded by the National Science Foundation, and openly shares approximately 50 million specimen records.

CRIA (Reference Center on Environmental Information) thanks to the development of its speciesLink network, informational component of one of the country’s National Institutes of Science and Technology the Virtual Herbarium of Flora and Fungi(INCT-HVFF, acronym in Portuguese), and thanks to the support of CNPq (National Council for Scientific and Technological Development), has been exchanging experiences with iDigBio since 2013. In May 2014, CRIA participated in the symposium “Collections for the 21st Century”, and recently in November participated in the 2015 iDigBio Summit.

In April 2015, INCT-HVFF began the process of sharing its data with SiBBr and GBIF through GBIF’s Internet Publishing Toolkit (IPT). This process was concluded in June, and in September all 112 record sets, over 3 million records, were also indexed by iDigBio, increasing INCT-HVFF’s international significance.

During the month of November, CRIA’s staff studied iDigBio’s API and developed mechanisms to retrieve data of specimens collected in Brazil from selected record sets. To initiate this process we focused on plants, fungi, and bees, because of INCT-HVFF and another network within speciesLink – “Polinators” and a project CRIA has with the Brazilian Association of Studies on Bees.


The result was the integration of 16 record sets, that together share 146 thousand records of specimens collected in Brazil.

Data from the following herbaria were integrated to the Virtual Herbarium: Arizona State University Lichen Herbarium (ASU-Lichen), Arizona State University Vascular Plant Herbarium (ASU-Plants), United States National Fungus Collections (BPI), CAS Botany (BOT) (CAS-BOT), Duke University Herbarium (DUKE), University of Florida Herbarium (FLAS) (FLAS), Robert K. Godfrey Herbarium (FSU), Farlow Herbarium, Harvard University (HU-FH), Bernard Lowy Mycological Herbarium (LSUM), University of Michigan Herbarium (MICH), and Wisconsin State Herbarium (WIS). There are about 32 thousand records of 4,676 distinct specimens. There are 1,728 records of types and 147 records of endangered species.


As to entomological collections, we selected those with samples of bees collected in Brazil, but integrated data from all material collected in Brazil. They are: Collaborative databasing of North American bee collections within a global informatics network project (AMNH-Bee), INHS Insect Collection (INHS-Insects), Snow Entomological Museum Collection (KU-SEMC), C.A. Triplehorn Insect Collection (OSUC), Ohio State University (OSUC-Insects), Entomology Division, and Yale Peabody Museum (YPM-ENT). There are about 115 thousand records of 1,598 distinct specimens. There are 4,987 records of types and 25 records of endangered species.

It is worth checking!