28 de jul. de 2016

Governo institui a Comissão de Avaliação e de Acompanhamento de Projetos e Programas em Ciência, Tecnologia e Inovação.


Foi publicado no diário oficial do dia 27 de julho de 2016 o decreto que em seu Art. 1o. institui a Comissão de Avaliação e de Acompanhamento de Projetos e Programas em Ciência, Tecnologia e Inovação, responsável por aferir a adequação e a pertinência de projetos e de programas nessas áreas, com a finalidade de articular as atividades do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações com as atividades de suas entidades vinculadas, para:

I - atender às demandas de competitividade e de inovação das políticas econômicas e sociais nacionais;

II - atender às demandas de tecnologia e de inovação destinadas à sociedade brasileira; e

III - ordenar novas práticas institucionais necessárias às dinâmicas de atendimento da condução desses projetos e programas.

Parágrafo único. A Comissão será presidida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que estabelecerá a composição da Comissão, através de ato a ser editado pelo Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a qual contará com:

I - representantes do governo federal, a serem designados pelos respectivos órgãos e entidades; e

II - representantes das comunidades acadêmico-científica, de tecnologia e de inovação.

Art. 2o A participação na Comissão será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada. Art. 3o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 26 de julho de 2016; 195º da Independência e 128º da República.

MICHEL TEMER
Gilberto Kassab

Vamos acompanhar ...

22 de jul. de 2016

GEO BON Open Science Conference & All Hands Meeting (04 - 08 de julho de 2016 em Leipzig, Alemanha)


GEO BON Open Science Conference & All Hands Meeting (04 - 08 de julho de 2016 em Leipzig, Alemanha)




GEO BON tem por objetivo se tornar uma rede global de observação da biodiversidade, contribuindo com políticas efetivas de gestão da biodiversidade e serviços ecossistêmicos.



A sustentabilidade ambiental enfrenta enormes desafios com a intensificação das pressões sobre os sistemas bióticos da terra. Portanto, é provável que as metas de Aichi (Aichi Biodiversity Targets - https://www.cbd.int/sp/targets) não sejam atingidas em 2020. Hoje, é praticamente impossível avaliar o quão próximos ou longe estamos de alcançar essas metas. O conjunto de sistemas de informação sobre biodiversidade apresenta importantes lacunas geográficas e taxonômicas e a sociedade ainda não dispõe de um sistema global de observação capaz de monitorar um conjunto de variáveis essenciais e medir as tendências de ganho ou perda da biodiversidade.  Esse foi o foco da conferência.

Nos últimos três anos, as ações do GEO BON foram focados na discussão sobre a definição de variáveis essências à biodiversidade (EBVs – Essential Biodiversity Variables) e no desenvolvimento de redes nacionais, regionais e temáticas de observação da biodiversidade.

Na conferência, os primeiros dois dias foram dedicados a plenárias e sessões temáticas preparatórias para os três dias seguintes de discussão do plano estratégico do GEO BON para o próximo triênio.

As apresentações e vídeos da conferência estão disponíveis no endereço  http://conf2016.geobon.org/geo-bon-open-science-conference/presentations/

A conferência contou com a participação de duas representantes do Brasil -  Eline Martins do CNCFlora e Dora Ann Lange Canhos do CRIA (Centro de Referência em Informação Ambiental) e membro do Advisory Board do GEO BON. Juntas, em uma das sessões, tiveram a oportunidade de relatar um pouco sobre o processo de desenvolvimento da lista de espécies da flora brasileira ameaçada de extinção, indicando a importância de contar com os dados on-line dos herbários nacionais e estrangeiros na rede speciesLink e com a Lista de Espécies da Flora do Brasil.

GEO BON é sem dúvida uma importante iniciativa que deve estar no nosso radar.

31 de mai. de 2016

Um pé de quê? Tingui

Texto: Rosely Coelho

Foi ao ar em 2013, mas vale a pena ver de novo...


Para quem nunca assistiu, no programa "Um pé de quê" sobre o tingui, a Regina Casé fala um pouco dos viajantes do século XIX, começando por Saint-Hilaire.

Magonia pubescens A.St.-Hil. A.St.-Hil.
coletada por Saint-Hilaire no Brasil
No programa, aparecem Marc Pignal, botânico que já veio várias vezes pro Brasil e é Curador do Herbário de Paris e o pesquisador Sergio Romaniuc Neto, do Instituto de Botânica de São Paulo. Ambos falam sobre a repatriação digital dos dados coletados por Saint-Hilaire em suas viagens ao Brasil do século XIX e do Herbário Virtual Saint-Hilaire, desenvolvido em parceria com o CRIA.

O bonitinho é que a Regina fala que "vai virar mobília, que vai morar no site" do Herbário Virtual que aparece na telinha: www.hvsh.cria.org.br.


O programa está disponível no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=o1Kyz0L1VEg

Fruto da Magonia pubescens A. St.-Hil.


20 de mai. de 2016

O papel e a importância do INCT – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação


O INCT - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos é um dos projetos recomendados pelo CNPq para financiamento


O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação lançou no dia 12 de maio pp. a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2016-2019. O papel dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) é destacado na produção da pesquisa de excelência sob a forma de redes e são incluídos dentre os principais atores que compõem o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) do país.


Principais atores do SNCTI (ENCTI 2016-2019)
Como operadores de CT&I, os INCT congregam as unidades de pesquisa de maior excelência no País. O programa iniciado em 2008 aportou cerca de R$ 870 milhões para o desenvolvimento dos 125 institutos, envolvendo 6.794 pesquisadores e 1.937 instituições. Isso dá uma média de 54 pesquisadores e 15 instituições por instituto. 

O INCT Herbário Virtual da Flora e dos Fungos (INCT-HVFF) faz parte deste seleto grupo. Iniciou os trabalhos com 25 herbários associados, e hoje integra 101 herbários nacionais associados, 21 herbários do exterior, uma palinoteca, três fototecas e duas bases de dados taxonômicas. O INCT-HVFF tem pelo menos um herbário associado em cada Estado da União, o que demonstra o seu escopo geográfico nacional, contando com importantes coleções especializadas nas diferentes regiões do país. A maior parte dos herbários está associada aos cursos de pós-graduação, o que demonstra também sua grande influência na formação de recursos humanos. 

O INCT – HVFF conseguiu ampliar o orçamento inicial de cerca de três milhões de reais nos primeiros três anos, com recursos dos programas Reflora (Plantas do Brasil: Resgate Histórico e Herbário Virtual para o Conhecimento e Conservação da Flora Brasileira) e Sisbiota Brasil (Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade), todos com o apoio do CNPq, contando também com os recursos institucionais dos herbários associados, da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) e do CRIA (Centro de Referência em Informação Ambiental). 

Além dos mais de 5 milhões de registros on-line, mais de um milhão de imagens e várias ferramentas de acesso público também disponibilizadas on-line, merece destaque o trabalho do Comitê Gestor de fortalecimento da rede, promovendo a articulação de competências. Entre outras ações, foram oferecidos cursos, visitas de especialistas e definidas estratégias para assegurar estudos taxonômicos de grupos pouco estudados.

Um importante indicador do valor do INCT-HVFF para a sociedade é o uso dos dados on-line. Nos últimos 2 anos foram utilizados mais de 400 milhões de registros por ano. Assim, como rede, graças ao INCT-HVFF o Brasil conta hoje com um serviço de dados comparável aos grandes herbários dos Estados Unidos e Europa.

A proposta de continuidade e consolidação do INCT-HVFF foi apresentada ao CNPq em atendimento à Chamada Pública MCTI/CNPQ/CAPES/FAPS Nº 16/2014 - Programa INCT. Foram recebidas 345 propostas, sendo 115 de INCT já existentes e 230 propostas de criação de novos institutos. No dia 11 de maio pp. o CNPq divulgou o resultado do julgamento do edital, recomendando 252 propostas, sendo que o INCT-HVFF está na 56ª colocação. Até 11 de julho de 2016, será desenvolvida pelo MCTI, por intermédio do CNPq, negociação com as instituições parceiras (CAPES, FINEP e FAPs) para cofinanciamento das propostas recomendadas. Outros organismos, públicos ou privados, que desejarem aportar recursos também poderão participar.

13 de mai. de 2016

Salta o número de imagens on-line do INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos (INCT-HVFF)

No âmbito do INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, o número de novas imagens associadas aos registros de coletas de espécies, apenas nos primeiros quatro meses de 2016, já é equivalente ao número de novas imagens para todo o ano de 2015. Esse é o resultado de um trabalho coletivo que demonstra o quanto cada herbário, independentemente de seu tamanho, está empenhado na missão de colocar seus dados e conhecimento adquirido a serviço do desenvolvimento científico do país. 


Das 44 coleções que compartilham imagens associadas a dados de coleta ou observação, 19 foram responsáveis pelo aumento significativo do número de imagens compartilhadas em 2016. 

Além das imagens de exsicatas, que representam o testemunho histórico da biodiversidade brasileira, o INCT-HVFF disponibiliza cerca de 3 mil imagens de grãos de pólen da Fundação Ezequiel Dias, 91 imagens de amostras de madeira da Xiloteca "Profa. Dra. Maria Aparecida Mourão Brasil" e mais de vinte e seis mil imagens de plantas vivas, disponibilizadas por sete herbários e três fototecas (Maurício Mercadante, Vinícius Dittrich e Paulo Schwirkowski). O lançamento de fototecas na rede foi um dos destaques de 2015. Em 2016 foram desenvolvidas ferramentas que permitem a integração dinâmica dos registros e imagens das fototecas com imagens das exsicatas dessas mesmas plantas, depositadas em herbários.

Registro Justicia carnea FPS 967  (speciesLink, 2016)

Comparação das imagens da foto no campo FPS 967 com a exsicata FURB 48585 (speciesLink, 2016)
Apesar dos recursos limitados do projeto, saltos qualitativos e quantitativos são possíveis graças à consolidação das parcerias estabelecidas ao longo dos últimos sete anos e as contrapartidas institucionais. Estes esforços colaborativos resultaram na surpreendente consolidação do INCT-HVFF como uma infraestrutura de e-botânica de destaque internacional.

O sucesso do INCT-HVFF é fruto da estratégia de construir o instituto virtual sobre o alicerce de iniciativas existentes como a Rede de Herbários da Sociedade Botânica do Brasil, a rede speciesLink desenvolvida pelo CRIA, e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) que garante a conectividade das instituições de pesquisa brasileiras e abriga os sistemas de informação do INCT-HVFF em seu Internet Data Center. Esses atores consolidaram a base de sustentação da incrível evolução do INCT-HVFF, sob a coordenação fundamental de seu comitê gestor e com o suporte financeiro do CNPq/CAPES.


Neste momento de grandes dificuldades econômicas, o INCT-HVFF e a sua comunidade de especialistas, se colocam como uma infraestrutura de suporte consolidada, pronta para apoiar o desenvolvimento científico e inovação tecnológica, e subsidiar a definição de políticas públicas do país.

22 de abr. de 2016

Estatística de Uso dos Dados da rede speciesLink


Uma nova ferramenta para mostrar a importância das coleções biológicas do país e do exterior


O CRIA tem o prazer de anunciar o lançamento de uma nova ferramenta da rede speciesLink: “Estatísticas do Uso dos Dados”. Desenvolvida no escopo do projeto INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, com o apoio do CNPq, a ferramenta apresenta o número de registros e imagens utilizados pelos usuários por coleção ou grupo de coleções, ou por toda a rede, desde outubro de 2012, quando a nova interface de busca do specieslink foi lançada. Cada coleção pode analisar o uso dos dados do próprio acervo on-line, em qualquer período, em tempo real.

Uso dos dados da rede speciesLink entre 05 de outubro de 2012 e 22 de abril de 2016

Dos cerca de 1,6 bilhão de registros utilizados entre outubro de 2012 a abril de 2016, 80% foram de registros provenientes de herbários, sendo 98% de herbários associados ao INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, demonstrando o valor dos projetos de apoio a essa infraestrutura científica tão importante para o país.

Lembramos que esses números referem-se apenas ao acesso aos dados através da interface de busca da rede speciesLink. O acesso aos dados através de serviços web (p.ex. pela Lista de Espécies da Flora do Brasil, da Flora do Brasil 2020 e dos sistemas BioGeo e Lacunas) não é computado. Como também não são computados o acesso aos dados nos sistemas GBIF e SiBBr.

Trata-se de uma análise quantitativa, mas que evidencia o impacto do compartilhamento aberto de dados. Esperamos, com isso, oferecer uma métrica que contribua para que cada coleção possa mostrar a relevância do seu trabalho, reforçando também a importância do esforço coletivo dos projetos em rede. 

A imagem apresentada a seguir mostra a proporção entre o número médio de registros disponíveis on-line no período analisado e o número de registros utilizados. Para toda a rede speciesLink, foram utilizados cerca de 470 vezes o número de registros disponíveis.


Pode-se também dimensionar a importância da repatriação de dados. Novamente utilizando o INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos como exemplo, tem-se que os 522 mil registros repatriados no âmbito do programa Reflora do CNPq, resultaram em cerca de 160 milhões de registros utilizados e 1,2 milhão de imagens servidas.

Outro elemento importante na análise do uso dos dados é o perfil do usuário e o tipo de uso dos dados, que são objetos de estudo de uma pesquisa em andamento, tema do nosso blog do dia 08 de abril de 2016.


A pesquisa até o momento indica um usuário qualificado (30% com doutorado, 20% doutorandos, 15% com mestrado, 15% mestrandos, 16% com ensino superior e 1% com ensino médio), sendo 86% associados a universidades, institutos de pesquisa e instituições governamentais. É importante observar que 6% são do setor privado, ligados à prestação de serviços e consultorias. 3% são de ONGs e mais 3% de escolas de ensino fundamental e médio.

Tem-se que 43% dos usuários utilizam os dados em suas pesquisas e 19% em ensino. Assim, além da pesquisa em taxonomia e sistemática, biogeografia, conservação e ecologia, e do ensino em botânica, ecologia, zoologia e micologia, destacamos entre outros usos, a produções das listas da fauna, flora e micota do país, o planejamento de novas coletas, a produção das listas de espécies ameaçadas de extinção, o estudo de impacto ambiental, a gestão ambiental e políticas públicas.

Solicitamos aos usuários da rede speciesLink que ainda não contribuíram com a pesquisa sobre o uso dos dados, que o façam.

Com essas ferramentas, esperamos contribuir para um maior reconhecimento da importância das coleções biológicas na promoção da ciência e educação e na elaboração de políticas públicas. Esperamos também demonstrar a importância da e-infraestrutura pública, que oferece dados, imagens e ferramentas a qualquer pessoa interessada, de forma livre e aberta.