Mostrando postagens com marcador sistemas de manejo de dados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sistemas de manejo de dados. Mostrar todas as postagens

4 de dez. de 2013

Sistemas de informação de interesse público desenvolvidos pelo CRIA e instituições parceiras agora no IDC da RNP

Articulação entre o CRIA, a RNP e o CNPq garante melhor conectividade e segurança física para os equipamentos que hospedam dados, imagens, mapas, ferramentas e serviços web de interesse público voltados para a pesquisa em biodiversidade.


A segurança dos sistemas de interesse público desenvolvidos e mantidos pelo CRIA, como a rede speciesLink, sempre foi uma grande preocupação da equipe e, como consequência, por mais de uma década o tempo de interrupção do acesso aos sistemas hospedados sempre foi mínimo. Com o crescimento do número de provedores e usuários, do volume de dados e de ferramentas e aplicativos, aumentou também a importância dos sistemas para o desenvolvimento científico do país, trazendo uma nova dimensão ao trabalho do CRIA e instituições parceiras, tornando prioritário o investimento em mais segurança e acessibilidade.

A consolidação do Internet Data Center (IDC) da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) como centro de arquivo permanente de sistemas de informação criou a oportunidade para o CRIA hospedar os seus sistemas em um espaço físico com garantia de alta disponibilidade, segurança e operação ininterrupta. Os dois projetos que viabilizaram essa transferência foram o INCT – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos e o EUBrazilOpenBio, ambos financiados pelo CNPq. Foram dois anos de negociação e preparação, inicialmente com a RNP – a discussão sobre a viabilidade e a estratégia técnica – e com o CNPq – a formalização do endosso político para abrigar os sistemas em regime de colocation no IDC.

Transporte dos equipamentos ao IDC/RNP em Brasília.

O processo de transferência física dos equipamentos para o IDC da RNP localizado em Brasília foi desenvolvido em duas fases: a primeira em março e a segunda em novembro de 2013. Após a instalação física dos equipamentos foram feitas adequações à nova infraestrutura lógica e validação das funcionalidades, sendo que todo o processo foi concluído no dia 27 de novembro de 2013.

Melhor segurança e conectividade
Hoje, todos os equipamentos e servidores do CRIA que hospedam dados, informações, imagens, mapas, sistemas, ferramentas e serviços web de interesse e de acesso público estão instalados no espaço físico do IDC/RNP (colocation) em Brasília, ou seja, no melhor lugar possível do país em termos de conectividade (estabilidade e rapidez) com uma infraestrutura excelente (elétrica, refrigeração, segurança). O sistema continua sendo gerenciado remotamente pela equipe do CRIA através de uma Virtual Private Network (VPN), infraestrutura virtual que permite gerenciar de forma segura e eficiente o tráfego de dados entre os servidores hospedados em Brasília e os servidores no CRIA em Campinas.

Topologia da rede CRIA.

Além da segurança física, merece destaque o avanço político. Os sistemas de interesse público, desenvolvidos e mantidos pelo CRIA e centenas de parceiros (a grande maioria de instituições públicas) estão hospedados no centro de dados de uma Organização Social (RNP) com contrato de gestão com os Ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e de Educação (MEC). Os sistemas estão hospedados no mesmo local onde estão os sistemas do MCTI, como a Plataforma Lattes, e do MEC, como o portal de periódicos da Capes, abrindo novas possibilidades para parcerias focadas na construção de infraestrutura nacional de suporte à e-ciência.

Esperamos com isso garantir um acesso mais rápido aos usuários, um serviço ainda mais robusto e seguro aos provedores de dados, além de evidenciar de forma mais clara a missão de interesse público que sempre norteou as ações do CRIA. Aproveitamos para agradecer à RNP pelos serviços prestados ao CRIA de forma tão eficiente e colaborativa.



Saiba mais!

11 de nov. de 2013

Novo aplicativo para fazer buscas na rede speciesLink

Visando facilitar a realização de buscas de nomes científicos na rede speciesLink, a equipe do CRIA desenvolveu o aplicativo spSearch, voltado para o navegador Firefox.


A rede speciesLink é uma iniciativa pioneira criada no Brasil que integra informações primárias sobre a biodiversidade, tornando-as disponíveis de forma livre e aberta na internet. Atualmente estão disponíveis mais de 6 milhões de registros de espécimes, providos por mais de 300 coleções biológicas. Para facilitar a realização de buscas de nomes científicos na rede speciesLink, a equipe do CRIA desenvolveu o spSearch, um aplicativo específico para navegadores Mozilla Firefox que permite que as buscas sejam feitas diretamente no navegador sem que seja necessário visitar previamente a página da rede.

Como funciona
Para incorporar o spSearch ao seu navegador é necessário fazer a instalação do aplicativo. Após instalado, o mecanismo de busca será exibido na barra de pesquisa localizada no canto superior direito da janela do Firefox, junto aos demais plugins de busca já instalados (veja figura abaixo). Para utilizar o mecanismo de busca, clique no ícone na barra de pesquisa e faça a seleção da rede speciesLink.

Após instalado, o aplicativo fica disponível na barra de pesquisa. 

Para realizar qualquer busca, basta digitar o nome cientifico (gênero ou espécie) de interesse no espaço fornecido e pressionar enter. O spSearch irá encaminhar a busca para a rede speciesLink e os resultados encontrados serão exibidos normalmente.

Exemplo de busca realizada com a ajuda do spSearch.

Instalação do spSearch
A ferramenta está disponível para uso em ambientes Windows, Mac OS e Linux.

Windows
Antes de instalar é recomendado que o Firefox seja encerrado. Baixe o spSearch de acordo com a versão do sistema operacional, execute o arquivo baixado e siga as instruções do assistente de instalação. Para saber qual é a versão do seu sistema operacional clique com o botão direito do mouse em "Meu Computador" e em seguida "Propriedades".
  • spSearch Firefox plugin (Windows 32 bits) - [Download
  • spSearch Firefox plugin (Windows 64 bits) - [Download

Mac OS e Linux
Faça o download do arquivo XML e copie-o para o diretório "searchplugins" do Firefox. É importante atentar-se que o caminho para o diretório searchplugin pode variar de acordo com a versão do Sistema Operacional.
  • spSearch Firefox plugin (Mac OS e Linux) - [XML] (Clique com o botão direito do mouse e escolha "Salvar link como...")



Saiba mais!

29 de out. de 2013

Brasil e União Européia se unem para combater a perda de biodiversidade

2020 representa um marco importante para alcançar as metas internacionais para a conservação da biodiversidade. O objetivo da União Européia é "deter a perda de biodiversidade e serviços ecossistêmicos na UE até 2020 e restaurá-los na medida do possível, intensificando a contribuição da UE para evitar a perda da biodiversidade global".

Por Stephanie Parker, Trust-IT Services Ltd. *

Atualmente as e-infraestruturas se tornaram fundamentais para as áreas de pesquisa e inovação tecnológica em geral. Elas viabilizam a estreita colaboração entre pesquisadores dos mais diversos países, provendo acesso a um volume de informações científicas sem precedente. O programa Horizon 2020 norteará o próximo ciclo de financiamentos da Comissão Européia; é uma iniciativa que visa facilitar o acesso de pesquisadores de um amplo espectro de disciplinas a ferramentas digitais por meio do desenvolvimento e utilização de e-infraestruturas. Projetos financiados dentro do Horizon 2020 têm como meta principal enfrentar os grandes desafios da sociedade do século 21, como, por exemplo, as questões complexas ligadas a perda de biodiversidade.

O projeto EUBrazilOpenBio é um passo importante na criação de estratégias eficazes para enfrentar desafios associados a perda da biodiversidade no Brasil e Europa através do uso de dados compartilhados e da infraestrutura de computação em nuvem. O projeto é focado no uso compartilhado de recursos já existentes em diversos países, de maneira a agregar infraestruturas desenvolvidas em outros projetos, maximizando tempo e investimentos. Ao promover o conceito de acesso livre e aberto e a integração de sistemas, o EUBrazilOpenBio demonstrou que o financiamento de pequena escala permite avanços significativos na integração de e-infraestruturas, beneficiando-se de investimentos prévios realizados no Brasil e Europa.

De acordo com Wouter Los, coordenador do projeto LifeWatch, um legado importante do projeto EUBrazilOpenBio foi o desenvolvimento de tecnologias amigáveis (user-friendly) para apoiar a cooperação internacional. "O EUBrazilOpenBio abriu novos caminhos para a integração de comunidades levando em conta processos tecnológicos e sociológicos". Los ainda ressalta que “o projeto servirá como exemplo para orientar futuras iniciativas de apoio à investigação colaborativa sobre biodiversidade. A criação de novos modelos de cooperação sustentável para o desenvolvimento de sistemas distribuídos, bem como para fomentar novas interações com parceiros públicos e privados, é fundamental nesta nova era de pesquisa”.

Visando orientar ações futuras, o consórcio EUBrazilOpenBio elaborou um plano de ação, intitulado "Uma visão para acelerar a cooperação entre o Brasil e a Europa, reforçando os laços com as comunidades de pesquisa e negócios". A ideia é impulsionar novas abordagens multidisciplinares para a biodiversidade, incluindo instituições de pesquisa com programas de pós-graduação reconhecidos internacionalmente e o uso de infraestruturas compartilhadas. O plano também identifica oportunidades para as pequenas e médias empresas envolvidas com serviços de computação em nuvem, incluindo a criação de serviços de agregação de valor em torno de dados de acesso livre e aberto.

O objetivo final do projeto foi demonstrar que as abordagens novas e criativas para a descoberta científica tornarão possível dominar os principais desafios técnicos relacionados ao compartilhamento e uso de dados sobre biodiversidade. O Brasil e a Europa têm muito a contribuir para o aprimoramento da infraestrutura de dados e de serviços web. Ao agregar a diversidade de talentos que existe na área de informática a todas as outras áreas de pesquisa em biodiversidade, a cooperação internacional pode tornar a pesquisa colaborativa mais eficiente, mais aberta e multidisciplinar.

*Publicado originalmente em inglês no dia 23 de outubro de 2013.

Saiba mais!



[tradução atualizada em 29.10 às 14:12]