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18 de fev. de 2014

Coleção de Peixes do Laboratório de Ictiologia Sistemática da Universidade Federal do Tocantins (UNT) integra os dados de seu acervo à rede speciesLink

São mais de 12 mil registros, com cerca de 11 mil georreferenciados pela coleção e 120 lotes de parátipos. Além disso, inclui uma das maiores coleções de raias de água doce do planeta, com centenas de exemplares coletadas no Alto e Médio rio Tocantins.



Distribuição geográfica dos registros da Coleção de Peixes do Laboratório de Ictiologia Sistemática da Universidade Federal do Tocantins (UNT) disponíveis online na rede speciesLink.


O foco geográfico da coleção é o estado do Tocantins, representado por 85% dos dados online. A coleção tem dados importantes e representativos da biodiversidade de peixes da bacia do Rio Araguaia como um todo, assim como de sub-bacias das bacias do Rio São Francisco e do Atlântico Leste. O acervo possui 427 espécies, usando como referência o Catálogo da Vida, sendo que sete dessas espécies estão incluídas na Lista da Fauna Ameaçada de Extinção do MMA. Os dez gêneros com maior quantidade de dados de ocorrência online na coleção UNT são: Moenkhausia (685 registros); Knodus (566 registros); Hemigrammus (499 registros); Hypostomus (441 registros); Potamotrygon (383 registros); Leporinus (365 registros); Astyanax (308 registros); Serrasalmus (277 registros); Geophagus (233 registros); Crenicichla (223 registros). 

O acervo inclui material coletado desde 1964, mas a maior parte dos registros foi coletada a partir de 1995.


Dados dos acervos de peixes disponíveis na rede speciesLink

Existem mais de 260 mil registros de acesso livre e aberto na Internet sendo que mais de 230 mil são georreferenciados. Estes registros incluem 5.634 espécies (nomes aceitos segundo o Catálogo da Vida), sendo que destas 102 espécies estão na Lista da Fauna Ameaçada do MMA. 32% dos registros do Brasil são da região Norte, 27% do Sul, 22% do Sudeste, 13% do Centro Oeste e 6% do Nordeste. A rede possui dados de coletas entre 1923 a 2014 incluindo 4.281 parátipos, 881 holótipos, 30 lectótipos, 20 topótipos, 18 paralectótipos e 17 neótipos. 


Distribuição geográfica dos registros de espécies incluídas na Lista da Fauna Ameaçada do MMA provenientes de 16 coleções ictiológicas integrantes da rede speciesLink

Fonte dos dados: Coleção Ictiológica da Universidade Federal do Espírito Santo (CIUFES), Coleção de Peixes da Universidade Federal de Mato Grosso (CPUFMT), Coleção de Peixes DZSJRP (DZSJRP-Pisces), Coleção de Peixes INPA (INPA-Peixes), Coleção de Peixes do Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Coleção de Peixes (MBML-Peixes), Coleção de Peixes (MCP-Peixes), Coleção de Peixes MHNCI (MHNCI-Peixes), Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Londrina - Coleção de Peixes (MZUEL-Peixes), Coleção de Peixes do Museu de Zoologia da USP (MZUSP), Coleção de Peixes (NPM), Coleção Ictiológica do Nupélia (NUP), Coleção de Peixes (UFRGS), Coleção de Peixes do Laboratório de Ictiologia Sistemática da Universidade Federal do Tocantins (UNT), Zoneamento Ecológico Econômico do Acre - Ictiofauna (ZEE_ICTIO), Coleção de Peixes do Museu de Zoologia da UNICAMP (ZUEC-PIS) disponível na rede speciesLink (http://www.splink.org.br) em 17 de Fevereiro de 2014 às 14:45.


25 de nov. de 2013

Polinizadores no Brasil recebe Prêmio Jabuti: e agora?

Pesquisadores responsáveis pelo livro Polinizadores do Brasil, ganhador do Prêmio Jabuti, enfatizam a necessidade de incorporar as propostas apresentadas às agendas e políticas nacionais de pesquisa e educação.

Premiação do Livro Polinizadores no Brasil (Foto: Vivian Koblinsky).

Passada a celebração pelo 3º lugar do Prêmio Jabuti na categoria Ciências Naturais do livro Polinizadores no Brasil, é importante aproveitar o momento para fomentar a discussão e contribuir para o estabelecimento de estratégias e políticas com financiamento contínuo e de longo prazo com o objetivo de conhecer, conservar, acessar e usar polinizadores naturais e comerciais em bases sustentáveis.

Cerca de 88% das plantas com flores e 35% das culturas agrícolas são dependentes de animais para polinização. Foto: Tom Wenseleers.

O diagnóstico apresentado ressaltou a importância dos acervos biológicos, dos sistemas de informação online e ferramentas computacionais, da capacitação e formação de recursos humanos e da pesquisa. Foram também propostas metas para orientar as ações estratégicas como:

• Dominar em 10 anos a biologia, a criação em escala e as técnicas do uso de polinizadores nativos em cultivos protegidos e abertos nas principais regiões do país;
• A inclusão dos temas “serviços ecossistêmicos” e “polinização” nos cursos de agronomia, medicina veterinária, zootecnia e biologia, e no planejamento estratégico dos projetos financiados com recursos públicos voltados para a recuperação ambiental de propriedades rurais e na agricultura familiar;
• Desenvolver tecnologias adequadas para o uso de Apis mellifera como polinizador na agricultura do Brasil;
• Utilizar outros polinizadores;
• Desenvolver planos de manejo para polinizadores em paisagens agrícolas; e,
• Incluir o tema “polinizadores” como um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia do MCTI/CNPq.

Consideramos esse último item, INCT – Polinizadores, algo que pode ser alcançado em curtíssimo prazo, uma vez que o CNPq na última reunião de avaliação dos INCTs anunciou a proximidade de um novo edital. Os INCTs têm como característica ações interdisciplinares e o trabalho em rede, e consideramos central o desenvolvimento de uma moderna infraestrutura de apoio à rede para o compartilhamento livre e aberto de dados, informação, conhecimento e ferramentas.

http://moure.cria.org.br/catalogue
O sistema do Catálogo de Abelhas Moure permite consultar informações online das espécies neotropicais (http://moure.cria.org.br/catalogue).


Atribuímos o sucesso do livro à articulação e trabalho dos 85 autores. Agora precisamos trabalhar para que as propostas apresentadas no livro sejam incorporadas às agendas e políticas nacionais de pesquisa e educação.


Vera Lúcia Imperatriz Fonseca, Dora Ann Lange Canhos, 
Denise Araujo Alves e Antonio Mauro Saraiva





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29 de out. de 2013

Brasil e União Européia se unem para combater a perda de biodiversidade

2020 representa um marco importante para alcançar as metas internacionais para a conservação da biodiversidade. O objetivo da União Européia é "deter a perda de biodiversidade e serviços ecossistêmicos na UE até 2020 e restaurá-los na medida do possível, intensificando a contribuição da UE para evitar a perda da biodiversidade global".

Por Stephanie Parker, Trust-IT Services Ltd. *

Atualmente as e-infraestruturas se tornaram fundamentais para as áreas de pesquisa e inovação tecnológica em geral. Elas viabilizam a estreita colaboração entre pesquisadores dos mais diversos países, provendo acesso a um volume de informações científicas sem precedente. O programa Horizon 2020 norteará o próximo ciclo de financiamentos da Comissão Européia; é uma iniciativa que visa facilitar o acesso de pesquisadores de um amplo espectro de disciplinas a ferramentas digitais por meio do desenvolvimento e utilização de e-infraestruturas. Projetos financiados dentro do Horizon 2020 têm como meta principal enfrentar os grandes desafios da sociedade do século 21, como, por exemplo, as questões complexas ligadas a perda de biodiversidade.

O projeto EUBrazilOpenBio é um passo importante na criação de estratégias eficazes para enfrentar desafios associados a perda da biodiversidade no Brasil e Europa através do uso de dados compartilhados e da infraestrutura de computação em nuvem. O projeto é focado no uso compartilhado de recursos já existentes em diversos países, de maneira a agregar infraestruturas desenvolvidas em outros projetos, maximizando tempo e investimentos. Ao promover o conceito de acesso livre e aberto e a integração de sistemas, o EUBrazilOpenBio demonstrou que o financiamento de pequena escala permite avanços significativos na integração de e-infraestruturas, beneficiando-se de investimentos prévios realizados no Brasil e Europa.

De acordo com Wouter Los, coordenador do projeto LifeWatch, um legado importante do projeto EUBrazilOpenBio foi o desenvolvimento de tecnologias amigáveis (user-friendly) para apoiar a cooperação internacional. "O EUBrazilOpenBio abriu novos caminhos para a integração de comunidades levando em conta processos tecnológicos e sociológicos". Los ainda ressalta que “o projeto servirá como exemplo para orientar futuras iniciativas de apoio à investigação colaborativa sobre biodiversidade. A criação de novos modelos de cooperação sustentável para o desenvolvimento de sistemas distribuídos, bem como para fomentar novas interações com parceiros públicos e privados, é fundamental nesta nova era de pesquisa”.

Visando orientar ações futuras, o consórcio EUBrazilOpenBio elaborou um plano de ação, intitulado "Uma visão para acelerar a cooperação entre o Brasil e a Europa, reforçando os laços com as comunidades de pesquisa e negócios". A ideia é impulsionar novas abordagens multidisciplinares para a biodiversidade, incluindo instituições de pesquisa com programas de pós-graduação reconhecidos internacionalmente e o uso de infraestruturas compartilhadas. O plano também identifica oportunidades para as pequenas e médias empresas envolvidas com serviços de computação em nuvem, incluindo a criação de serviços de agregação de valor em torno de dados de acesso livre e aberto.

O objetivo final do projeto foi demonstrar que as abordagens novas e criativas para a descoberta científica tornarão possível dominar os principais desafios técnicos relacionados ao compartilhamento e uso de dados sobre biodiversidade. O Brasil e a Europa têm muito a contribuir para o aprimoramento da infraestrutura de dados e de serviços web. Ao agregar a diversidade de talentos que existe na área de informática a todas as outras áreas de pesquisa em biodiversidade, a cooperação internacional pode tornar a pesquisa colaborativa mais eficiente, mais aberta e multidisciplinar.

*Publicado originalmente em inglês no dia 23 de outubro de 2013.

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[tradução atualizada em 29.10 às 14:12]

7 de out. de 2013

Polinizadores no Brasil é indicado ao Prêmio Jabuti

Resultado da mobilização da comunidade científica que estuda abelhas e polinizadores do Brasil, o livro apresenta uma análise global sobre a situação dos polinizadores no país, seu impacto na agricultura, na biodiversidade e no agronegócio.

Foto da capa: Giorgio Cristino Venturieri.
  
No dia 18 de setembro, o comitê organizador do Prêmio Jabuti anunciou os finalistas na primeira fase de sua 55ª edição. Entre os finalistas do mais importante prêmio literário brasileiro está o livro “Polinizadores no Brasil: Contribuição e Perspectivas para a Biodiversidade, Uso Sustentável, Conservação e Serviços Ambientais”, organizado por Vera L. Imperatriz-Fonseca (USP), Dora A. L. Canhos (CRIA), Denise A. Alves (USP) e Antonio M. Saraiva (USP), e publicado pela EDUSP.

Foto: Ivan Sazima.

Este é o primeiro livro publicado no país contextualizando o estado da arte sobre os polinizadores no Brasil, o seu impacto na biodiversidade, na agricultura e no agronegócio. Para isso, 85 pesquisadores da comunidade científica brasileira de 38 instituições de ensino e/ou pesquisa apresentaram uma análise profunda sobre o tema, dentro de suas áreas de especialidade, e elaboraram sugestões de políticas públicas e de ampliação da base de conhecimento sobre os polinizadores brasileiros.

Foto: Tom Wenseleers.

A publicação do livro ocorre num momento importante, em que a perda de polinizadores é pronunciada no cenário global, pois cerca de 88% das plantas com flores e 35% das culturas agrícolas são dependentes de animais para polinização, um serviço ambiental regulatório vital. Embora o declínio de populações de polinizadores seja uma preocupação mundial, esta é mais pronunciada nos trópicos, onde a grande maioria das espécies arbóreas depende de animais polinizadores e onde há uma forte pressão antrópica sobre áreas naturais preservadas para finalidades agrícolas.


Foto: Márcia Motta Maués.

Estamos em uma nova era, o Antropoceno, em que a população humana domina a Terra e cresce vertiginosamente. Essas pressões sobre os serviços ambientais valorizam toda a possibilidade de aumento de produção agrícola em pequenas áreas, sugerindo um novo desenho da paisagem, amigável aos polinizadores, e práticas de manejo mais adequadas. Além disso, as externalidades, como as mudanças climáticas globais, exigem um novo diálogo entre ciência e sociedade. O livro introduz as bases deste diálogo, e estimula a integração entre os setores público e privado.

Foto: Ivan Sazima.


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29 de abr. de 2013

Paulo Vanzolini morre em São Paulo

Zoólogo e compositor, Paulo Vanzolini deixou grande contribuição para a ciência. Ele faleceu neste domingo aos 89 anos, vítima de complicações de uma pneumonia.


Além de um ícone do samba paulistano, compositor de clássicos como "Ronda" e "Volta por Cima", Paulo Vanzolini teve grande expressão na zoologia. Ele contribuiu com dados sobre répteis no debate da teoria dos refúgios, desenvolvida em 1969 pelo alemão Jürgen Haffer com aves na Amazônia, e atuou como diretor do Museu de Zoologia da USP (MZUSP), onde trabalhou por mais de 50 anos.

Vanzolini sempre enfatizou a necessidade de realizar expedições científicas para coletar espécimes em regiões pouco exploradas do Brasil e seu trabalho foi extremamente importante para estruturar o acervo de exemplares do MZUSP, que hoje chega a cerca de 300 mil espécimes. Embora a maior parte desse acervo ainda não esteja online, muitos espécimes coletados e identificados por ele estão disponíveis na rede speciesLink, incluindo também espécies que foram batizadas em sua homenagem.

Saiba mais!

A rede speciesLink visa integrar informações sobre espécies e espécimes disponíveis em museus, herbários e coleções de cultura, tornando os dados amplamente acessíveis pela internet. Desenvolvida pelo CRIA, a rede atualmente integra dados de cerca de 300 provedores diferentes, disponibilizando aproximadamente 5,8 milhões de registros online de coleções de todo o Brasil e repatriando dados de coleções de fora do país.