16 de mar. de 2016

Press release
Major progress on global biodiversity observation system 


During a three day workshop in Germany, scientists and technical and legal experts made great steps towards the development of a cooperative and global monitoring system for changes in biodiversity. The workshop, which was a breakthrough in global collaboration, was organized for the first time as part of the EU Horizon 2020 project GLOBIS-B, coordinated by the University of Amsterdam. 


The fast growing global human population and climate change drive environmental modifications which might lead to poverty, social unrest and wars. But which dimensions of the environment are changing most dramatically, where are these changes happening and what will be the consequences for biodiversity? At the workshop in Leipzig, Germany, biodiversity scientists, technical experts from research infrastructures and advisors for legal interoperability of data defined so called Essential Biodiversity Variables (EBVs) to address these questions.

Essential Biodiversity Variables

Like climate variables, EBVs are constructed from various sources of data and are the underlying variables to assess changes in biodiversity through time. They can be used to measure the achievement of targets like the Aichi targets set by the Convention for Biological Diversity (CBD), to protect the world from further loss of biodiversity, support sustainable use of natural resources and enhance benefits from these. The variables should be capable of measuring changes in species distributions and abundances, for any type of organism, for any given time and any given area. In doing so, the measurements play an important role in policy decisions and are critical to the future work of the Inter-governmental Panel on Biodiversity and Ecosystem Services (IPBES); a sister panel to the well-known Inter-governmental Panel on Climate Change (IPCC).

GLOBIS-B workshop

The workshop was organized as part of the EU Horizon 2020 project GLOBIS-B (“GLOBal Infrastructures for Supporting Biodiversity research”). GLOBIS-B supports research infrastructures active in  biodiversity and ecosystems research from Australia, Brazil, China, Europe, South Africa and the USA to cooperate with their expertise. The project is coordinated by the University of Amsterdam as part of the LifeWatch European research infrastructure for biodiversity and ecosystems research.

“With this workshop we set the scene for a global harmonization process”, says Daniel Kissling, scientific coordinator of GLOBIS-B. This will improve the harmonization of data collection and technical data management, and help to address legal complications and constraints. “EBVs require big datasets on where species live”, continues Kissling. These data come from all kinds of places and have all kinds of formats. It is not always trivial that this data is made openly available and free. “With this project and the workshop we make a great breakthrough in global collaboration among holders of biodiversity data. This will facilitate the processing of big data and making them available for societal use”, concludes Kissling.

The main outcomes of the workshop were:

  • The Living Planet Index will make over a quarter of a million data points freely available to be used in these measurements;
  • eBird, the largest data collection of bird distributions in the world, will focus on measuring the change in patterns of bird occurrences globally;
  • The Atlas of Living Australia together with the European LifeWatch capability will create a demonstrator proof-of-concept for the process of measuring and presenting an EBV;
  • Consensus on using the 'Darwin Core Event' standard as a common model for mobilizing biological datasets from species sampling activities and using GBIF.org as a global aggregator for these data; 
  • The Wildlife Picture Index will make their publically available data (2.6 million records) now accessible through the Darwin Core Event.


In June 2016 the participants will gather again in Seville, Spain for a follow up and to write a widely endorsed paper with recommendations on how to build the EBV’s for species populations.

For reference:

GLOBIS-B is a 3 year project, funded by the European Commission with the goal to enhance global collaboration among research infrastructures. The aim is to contribute to the development of Essential Biodiversity Variables by using the available data and technical capacity in these research infrastructures across the world.

The project is coordinated by the University of Amsterdam, The Netherlands, as a leading partner in the European LifeWatch research infrastructure. Other European project partners are: Cardiff University United Kingdom, Gnubila France, Consiglio Nazionala delle Ricerche (CNR) Italy, Martin-Luther-University Halle Germany and the Universidad de Alcalá Spain. For more information, consult the website www.globis-b.eu or send an e-mail to j.l.konijn@uva.nl

1 de mar. de 2016

Edição Especial Redes de Herbários e Herbários Virtuais no Brasil 

Edição Especial organizada pela Rede Brasileira de Herbários e publicada pela UNISANTA - Volume 4, No. 7 (2015)


O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos publicou dois artigos na edição especial da revista Unisanta BioScience:
Os artigos descrevem a evolução do INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos (INCT-HVFF) ao longo dos últimos 7 anos, com o apoio do CNPq. O INCT-HVFF hoje integra dados e imagens de 100 herbários nacionais associados e 16 ainda não associados, 22 herbários do exterior, um acervo de lâminas de grãos de pólen além de 2 bases taxonômicas (Solanaceae Source e Convolvulaceae) e do Herbário Virtual Flora Brasiliensis. Através da plataforma speciesLink, o INCT-HVFF provê cerca de 5,1 milhões de registros textuais e mais de um milhão de imagens, além de diversas ferramentas e aplicativos, que permitem a visualização e análise dos dados, todos de acesso livre e aberto a todos os interessados.
Fig. 1. Distribuição geográfica da rede de herbários nacionais (fonte: speciesLink, 01/03/2016)

Nessa mesma edição, também destacamos os artigos:

Herbário Virtual da Flora e dos Fungos A. de Saint-Hilaire, fruto de uma parceria entre o Instituto de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o Muséum national d´Histoire naturelle de Paris (França), e o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA). O Herbário Virtual A. de Saint-Hilaire foi disponibilizado on-line em março de 2013 com o apoio da Fapesp.
Fig. 2. Sistema on-line do Herbário Virtual A. de Saint-Hilaire

Registro Histórico e Herbário Virtual de Glaziou, fruto de uma parceria entre o Museu Nacional do Rio de Janeiro,  o Muséum national d´Histoire naturelle de Paris (França), e o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA). O Herbário Virtual Auguste Glaziou foi lançado on-line para acesso público em 2014 graças ao apoio do CNPq.


O índice da edição especial está disponível na página http://periodicos.unisanta.br/index.php/bio/issue/view/56/showToc e inclui artigos sobre:
  • a Rede Brasileira de Herbários da Sociedade Botânica do Brasil;
  • a Rede de Herbários do Rio Grande do Sul;
  • Xilotecas Brasileiras;
  • o Herbário Virtual IAN da Embrapa Amazônia Oriental; e,
  • o Herbário Virtual Reflora, coordenado pelo JBRJ.
Boa Leitura!

3 de fev. de 2016

A.B.E.L.H.A. e CRIA desenvolvem plataforma de pesquisa online

Friesella schottkyi Fototeca Cristiano Menezes (2016)

O Sistema de Informação Científica sobre Abelhas Neotropicais confere agilidade na busca pelo conhecimento científico disponível na Internet


Frieseomelitta varia
Fototeca Cristiano Menezes (2016)
A Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.), em parceria com o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA), está lançando o Sistema de Informação Científica sobre Abelhas Neotropicais (http://abelha.cria.org.br/), uma plataforma de pesquisa que tem por objetivo facilitar o acesso à informação científica disponível em diferentes sistemas on-line. A informação é apresentada em uma página única e permite ao usuário o acesso direto à sua fonte primária.

A plataforma é destinada principalmente a pesquisadores e estudantes universitários que buscam encontrar de maneira rápida e eficiente informações que podem dar suporte a seus estudos. Entretanto, o sistema é aberto para consulta de todos os públicos interessados.

A diretora-executiva da A.B.E.L.H.A., Ana Assad, ressalta a importância da ferramenta como forma de ampliar a disseminação das informações. “O Sistema tem a função de oferecer à comunidade científica e a interessados no tema dos polinizadores, em especial das abelhas, um caminho mais curto para que o conhecimento científico disponível seja não apenas utilizado em trabalhos acadêmicos, como também que tenham o seu alcance ampliado, incentivando novos estudos, aplicações e publicações”.

Tetragonisca angustula Fototeca Cristiano Menezes (2016)

Fontes científicas

O Sistema utiliza como fonte primária o Catálogo de Abelhas Moure, referência fundamental sobre a fauna neotropical de abelhas,  e integra dados de bases como Biodiversity Heritage Library (BHL), Bioline International, Fototeca Cristiano Menezes, rede speciesLink, o sistema de bibliografia do IBICT, oasisbr, além de outras informações especializadas.

Para consultar e iniciar a navegação, basta digitar o nome científico ou o nome comum da abelha. À medida que o nome é digitado, são as principais informações sobre a espécie escolhida e os resultados das buscas nas diferentes fontes.

O sistema está disponível na URL: http://abelha.cria.org.br


14 de jan. de 2016

Alguns destaques da rede speciesLink em 2015

Texto: Dora Ann Lange Canhos


Apesar de 2015 ter sido um ano conturbado em todos os setores, inclusive e especialmente para a ciência e tecnologia,  a rede speciesLink teve importantes avanços relatados a seguir



Iniciamos o ano de 2015 com 7,1 milhões de registros on-line, compartilhados por 366 conjuntos de dados, a maioria de coleções biológicas do país e do exterior. Em outubro, a rede atingiu o marco de 7,8 milhões de registros e propôs à comunidade um esforço conjunto para fechar o ano com 8 milhões de registros. Infelizmente, ainda em outubro, o Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro tomou a decisão de não mais participar da rede, o que nos surpreendeu principalmente por ter sido a única vez que uma coleção se desligou da rede. De qualquer forma, em 2015 foram integrados à rede 45 novos conjuntos de dados, sendo 24 do exterior. Juntas, essas novas coleções passaram a compartilhar 490 mil registros. Com a digitação de dados das coleções que já participavam da rede, cerca de 900 mil novos registros foram incluídos em 2015. Portanto, fechamos o ano com 7,4 milhões de registros textuais com mais de um milhão de imagens associadas. Trata-se de um resultado muito expressivo que mostra todo empenho das coleções biológicas do país e o interesse das coleções do exterior em desenvolver continuamente essa e-infraestrutura de interesse público.

Outro destaque é o fato da rede contar com a participação de pelo menos uma coleção biológica em cada estado da União (figura 1).


Figura 1. Distribuição geográfica dos provedores de dados da rede speciesLink

Além do compartilhamento de mais de 120 mil novas imagens de vouchers, em 2015 teve início a integração de imagens de material vivo. Foram incorporados ao acervo on-line dados e imagens de quatro fototecas, três de plantas e uma de abelhas que juntas compartilham mais de 4 mil registros de 1.550 espécies distintas com cerca de 13 mil imagens associadas. 


Figura 2. Imagens on-line da espécie Dimorphandra mollis Benth.

Outros destaques são:
  • O compartilhamento de dados de herbários do INCT-Herbário Virtual com as redes GBIF (Global Biodiversity Information Facility) e SiBBr (Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira)
  •  A parceria estabelecida com o projeto iDigBio, na qual o INCT-Herbário Virtual compartilha mais de três milhões de registros e as coleções da rede iDigBio compartilham 146 mil registros de espécimes coletados no Brasil.
  • A integração dos dados dos acervos coletados no Brasil e mantidos no British Museum e no Jardim Botânico de Edimburgo.
  • A integração do acervo de peixes da Academy of Natural Sciences da Filadélfia. Esse fato é importante, não só pelo compartilhamento dos cerca de 150 mil registros textuais e 128 imagens, mas pelo fato dessa ter sido a primeira coleção do exterior a espontaneamente solicitar participar da rede speciesLink.
  • A integração de mais de 4 mil modelos de distribuição geográfica para 3.562 espécies de plantas e fungos publicadas pelo sistema BioGeo, desenvolvido no escopo do projeto INCT – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, graças ao apoio do CNPq.
Também não podemos deixar de destacar o lançamento da Rede Comunitária de Educação e Pesquisa de Campinas (Redecomep) em janeiro de 2015, que provê uma rede de alta velocidade visando a democratização do acesso à informação e difusão do conhecimento. A colaboração com a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) certamente é um diferencial, sendo central para as ações do CRIA, tornando o acesso a seus sistemas muito mais rápido e seguro.

Quanto ao acesso e uso dos dados, fechamos o ano com a recuperação de 481 milhões de registros pelos usuários, o que representa mais de 1,3 milhão de registros recuperados por dia. Mais de três milhões de imagens foram recuperadas, o que representa cerca de 9 mil imagens por dia.

Cerca de 95% dos acessos são de usuários do Brasil, seguido pelos Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Argentina, Alemanha, China, Índia, França e Colômbia. 22% dos acessos do Brasil são do estado de São Paulo, seguido por Minas Gerais (11%), Rio de Janeiro (9%), Bahia (7%), Paraná (7%), Rio Grande do Sul (6%), Pernambuco (5%), Santa Catarina (4%), Brasília (4%)e Espírito Santo (3%).

As cidades com maior número de acessos são: São Paulo (10%), Rio de Janeiro (7%), Belo Horizonte (6%), Recife (4%), Brasília (4%), Curitiba (3%), Campinas (3%), Salvador (3%), Porto Alegre (3%) e Fortaleza (2%). Mas o mapa de distribuição de usuários mostra que a rede atinge todos os estados do país.



Figura 3. Mapa da origem dos acessos à rede speciesLink por cidades brasileiras (Fonte: Google Analytics, Jan a Dez 2015)


Por fim, é importante destacar em 2015, a publicação do artigo The importance of biodiversity e-infrastructures for megadiverse countries pela equipe do CRIA e colaboradores na PLOS Biology. O artigo ressalta os excelentes resultados dos investimentos do governo federal no programa de capacitação em taxonomia e no desenvolvimento do INCT - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, que resultou no crescimento da quantidade e qualidade de dados on-line por meio da rede speciesLink, e sua correlação com o avanço científico. Também coloca em pauta a ausência de estratégias e políticas que garantam a manutenção e o desenvolvimento contínuo das e-infraestruturas de interesse público. Trata-se de um problema local e global, que põem em risco uma gama de iniciativas de sucesso em várias disciplinas.


 
Gostaríamos de aproveitar a oportunidade para agradecer a todos os curadores e equipes das centenas de coleções biológicas que estão compartilhando seus dados públicos com a rede e aos dezenas de milhares de usuários que com o seu acesso demonstram a importância do trabalho das coleções biológicas e da equipe de informação/informática e que, com os seus feedbacks contribuem para melhorar a funcionalidade do sistema e a qualidade dos dados.


7 de dez. de 2015

CRIA completa 15 anos de atividades

Há 15 anos, no dia 08 de dezembro de 2000, foi realizada a Assembleia de Constituição do Centro de Referência em Informação Ambiental, CRIA. A lista de presença da assembleia foi assinada por Carlos Alfredo Joly, Marcio de Miranda Santos, Pedro Paulo Martoni Branco, Rosana Filomena Vazoller, Rubens Naves, Vanderlei Perez Canhos, Dora Ann Lange Canhos, Sidnei de Souza, Érica Speglish, Paula F. Drummond de Castro, Benedito Aparecido Cruz, Charles Rehder Carvalho Moreira, Alexandre Marino, Luciano Laterza Lopes, Marinez Ferreira de Siqueira, Lúcia Helena Manzochi e Maria Cristina Damião Freitas que tornaram-se, assim, sócios fundadores da instituição.

Além da aprovação de seu Estatuto Social, a Assembleia Geral de Constituição elegeu o primeiro Conselho Deliberativo do CRIA, que foi composto por Carlos Alfredo Joly, Giselda Durigan, Marcio de Miranda Santos, Pedro Paulo Martoni Branco, Rosana Filomena Vazoller e Rubens Naves.

Ao longo desses 15 anos, algumas pessoas se afastaram, novos colaboradores chegaram e outras permanecem lutando pelos ideais iniciados naquela data. O objetivo estatutário de “disseminar o conhecimento científico e tecnológico e promover a educação, visando a conservação e utilização sustentável dos recursos naturais e a formação da cidadania”, porém, permanece sólido.

Resgatando a visão institucional do nosso primeiro plano estratégico:

“visualizamos o CRIA como um centro de apoio à sociedade, dentro da temática meio ambiente. Como insumo de ação, temos a organização e disseminação da informação científica e tecnológica de qualidade. Acreditamos que a compreensão e a internalização dos conceitos fundamentais sobre biodiversidade irão contribuir para uma considerável melhora na qualidade de vida da população e do seu ambiente. Internalizar estes princípios e conceitos implica ainda mudanças significativas nos valores e nos estilos de vida das sociedades atuais. Daí a importância da educação, da informação e da conscientização pública, que, aliadas a instrumentos econômicos, jurídicos e a políticas públicas adequadas, têm a missão de alterar comportamentos e promover mudanças substantivas de valores e atitudes.”

Nesses anos fizemos grandes avanços e obtivemos resultados expressivos. Iniciamos o CRIA com o desenvolvimento do Sistema de Informação Ambiental do Programa Biota/Fapesp, o SinBiota, e da revista Biota Neotropica. Em seu primeiro ano também tiveram início os trabalhos de desenvolvimento da rede SiCol – Sistema de Informação de Coleções de Interesse Biológico, para o Ministério de Ciência e Tecnologia e foi desenvolvido um novo sistema para o Bioline International, uma plataforma para a publicação de revistas e artigos de acesso livre e aberto.

No final de 2001 o CRIA teve o seu primeiro projeto aprovado pela Fapesp cujo objetivo era desenvolver uma rede integrada para acesso aos dados de 12 coleções biológicas do Estado de São Paulo, a rede speciesLinkImportantes barreiras técnicas e culturais precisaram ser ultrapassadas, mas a rede hoje conta com a colaboração de mais de 400 coleções e subcoleções, do Brasil e do exterior que, juntos, compartilham cerca de 7,5 milhões de registros e mais de um milhão de imagens. Nos últimos anos, o grande salto foi dado na botânica com o apoio do CNPq ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, que integra a rede speciesLink.

Outros importantes projetos também fazem parte dessa história, como a Flora brasiliensis online, a Lista de Espécies da Flora do Brasil, o Herbário Virtual A. de Saint Hilaire, o Herbário Virtual Auguste Glaziou, o openModeller, o Catálogo de Abelhas Moure, o OBIS no Brasil, entre outros projetos colaborativos que ajudaram a tornar a informação sobre a biodiversidade mais acessível à comunidade científica e público em geral.

Essas conquistas não são só do CRIA, mas de toda a comunidade científica, em especial os curadores e técnicos das coleções biológicas do país e do exterior que compartilham seus dados on-line, os taxonomistas que contribuem com o seu conhecimento na identificação das amostras biológicas e vários outros, inclusive os usuários que identificam erros e solicitam novas demandas dos sistemas.

O CRIA hoje significa esse conjunto complexo de provedores e usuários dos dados e ferramentas e de sua equipe de informática para biodiversidade.

Em seu 15º ano iniciamos uma nova etapa, buscando uma maior proximidade com a iniciativa privada e prefeituras, sem perder as parcerias estabelecidas com as instituições públicas de ensino e pesquisa e agências de fomento, fundamentais para o alcance dos nossos objetivos.

Sem dúvida temos grandes desafios pela frente, mas hoje temos também um currículo respeitável que nos permite continuar contribuindo para a melhora da qualidade de vida da população e do ambiente em que vivemos.

3 de dez. de 2015

Parceria iDigBio e o INCT – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos

iDigBio (Integrated Digitized Biocollections) é o centro coordenador do esforço nacional americano de digitação de dados de coleções biológicas (ADBC Advancing Digitazation of Biodiversity Collections) financiado pela NSF (National Science Foundation) e atualmente compartilha cerca de 50 milhões de registros de espécimes.

O CRIA, graças ao desenvolvimento da rede speciesLink, componente informacional do INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos (INCT-HVFF), e graças ao apoio do CNPq, vem trocando experiências com a equipe do iDigBio desde 2013. Em maio de 2014 participou do simpósio "Collections for the 21st Century”, e recentemente em novembro de 2015 participou do 2015 iDigBio Summit.

Em abril o INCT-HVFF iniciou o processo para compartilhar os dados com o SiBBr e GBIF através da ferramenta IPT (Internet Publishing Toolkit) desenvolvida pelo GBIF. Essa integração às redes GBIF/SiBBr foi concluída em junho de 2015 e em setembro os dados também foram integrados ao portal do iDigBio, aumentando ainda mais a inserção internacional do INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos.

Durante o mês de novembro, a equipe do CRIA estudou a interface de programação de aplicação (API) do iDigBio e desenvolveu mecanismos para recuperar dados de amostras coletadas no Brasil de coleções selecionadas. Para iniciar esse processo focamos em dados de plantas, fungos e abelhas, por conta do INCT – HVFF, da rede de polinizadores e o projeto com a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas.


O resultado foi a integração de 16 conjuntos de dados que, juntos, compartilham 146 mil registros de espécimes coletados no Brasil. .

Dados dos seguintes herbários foram integrados ao INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos: Arizona State University Lichen Herbarium (ASU-Lichen), Arizona State University Vascular Plant Herbarium (ASU-Plants), United States National Fungus Collections (BPI), CAS Botany (BOT) (CAS-BOT), Duke University Herbarium (DUKE), University of Florida Herbarium (FLAS) (FLAS), Robert K. Godfrey Herbarium (FSU), Farlow Herbarium, Harvard University (HU-FH), Bernard Lowy Mycological Herbarium (LSUM), University of Michigan Herbarium (MICH) e Wisconsin State Herbarium (WIS). São cerca de 32 mil registros de 4.676 espécies distintas. Ao todo são 1.728 registros de tipos e 147 registros de espécies em listas vermelhas.


Das coleções entomológicas, foram selecionadas aquelas com registros de coletas de abelhas no Brasil, mas foram integrados todos os dados de material coletado no Brasil. São elas: Collaborative databasing of North American bee collections within a global informatics network project (AMNH-Bee), INHS Insect Collection (INHS-Insects), Snow Entomological Museum Collection (KU-SEMC), C.A. Triplehorn Insect Collection (OSUC), Ohio State University (OSUC-Insects), Entomology Division, Yale Peabody Museum (YPM-ENT). São cerca de 115 mil registros de 1.598 espécies distintas. Ao todo são 4.987 registros de tipos e 25 registros de espécies em listas vermelhas.

Vale a pena conferir!

Partnership between iDigBio and INCT – Virtual Herbarium of Flora and Fungi

iDigBio - Integrated Digitized Biocollections is the National Resource for Advancing Digitization of Biodiversity Collections (ADBC) funded by the National Science Foundation, and openly shares approximately 50 million specimen records.

CRIA (Reference Center on Environmental Information) thanks to the development of its speciesLink network, informational component of one of the country’s National Institutes of Science and Technology the Virtual Herbarium of Flora and Fungi(INCT-HVFF, acronym in Portuguese), and thanks to the support of CNPq (National Council for Scientific and Technological Development), has been exchanging experiences with iDigBio since 2013. In May 2014, CRIA participated in the symposium “Collections for the 21st Century”, and recently in November participated in the 2015 iDigBio Summit.

In April 2015, INCT-HVFF began the process of sharing its data with SiBBr and GBIF through GBIF’s Internet Publishing Toolkit (IPT). This process was concluded in June, and in September all 112 record sets, over 3 million records, were also indexed by iDigBio, increasing INCT-HVFF’s international significance.

During the month of November, CRIA’s staff studied iDigBio’s API and developed mechanisms to retrieve data of specimens collected in Brazil from selected record sets. To initiate this process we focused on plants, fungi, and bees, because of INCT-HVFF and another network within speciesLink – “Polinators” and a project CRIA has with the Brazilian Association of Studies on Bees.


The result was the integration of 16 record sets, that together share 146 thousand records of specimens collected in Brazil.

Data from the following herbaria were integrated to the Virtual Herbarium: Arizona State University Lichen Herbarium (ASU-Lichen), Arizona State University Vascular Plant Herbarium (ASU-Plants), United States National Fungus Collections (BPI), CAS Botany (BOT) (CAS-BOT), Duke University Herbarium (DUKE), University of Florida Herbarium (FLAS) (FLAS), Robert K. Godfrey Herbarium (FSU), Farlow Herbarium, Harvard University (HU-FH), Bernard Lowy Mycological Herbarium (LSUM), University of Michigan Herbarium (MICH), and Wisconsin State Herbarium (WIS). There are about 32 thousand records of 4,676 distinct specimens. There are 1,728 records of types and 147 records of endangered species.


As to entomological collections, we selected those with samples of bees collected in Brazil, but integrated data from all material collected in Brazil. They are: Collaborative databasing of North American bee collections within a global informatics network project (AMNH-Bee), INHS Insect Collection (INHS-Insects), Snow Entomological Museum Collection (KU-SEMC), C.A. Triplehorn Insect Collection (OSUC), Ohio State University (OSUC-Insects), Entomology Division, and Yale Peabody Museum (YPM-ENT). There are about 115 thousand records of 1,598 distinct specimens. There are 4,987 records of types and 25 records of endangered species.

It is worth checking!