26 de jun. de 2018
13 de jun. de 2018
Indicador CITATIONS do GBIF - Global Biodiversity Information Facility
O CRIA, através da sua rede speciesLink, compartilha com outras redes os dados de 166 coleções e sub-coleções biológicas do Brasil, com destaque para os herbários associados ao INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos. São cerca de 4,5 milhões de registros que hoje, no GBIF, representam 70% dos dados de ocorrência de espécimes que têm como origem coleções brasileiras.
Através desse post queremos divulgar um importante indicador que o GBIF disponibiliza para todas as coleções participantes, denominado CITATIONS. Para cada download de dados feito no GBIF é atribuído um identificador único denominado DOI (Digital Object Identifier) que o usuário deve citar como referência aos dados utilizados nas suas publicações. Com isso, é possível associar a fonte dos dados a cada publicação que cita esse DOI, atribuindo a cada coleção os artigos que usaram seus dados.
A figura a seguir mostra a página encontrada para a coleção URM - Herbário Pe. Camille Torrand da Universidade Federal de Pernambuco no GBIF.
A página do herbário URM apresenta informações como o número de registros no GBIF (87,669), o número de citações (13 CITATIONS) e a data da última atualização dos dados (05 de maio de 2018). Também apresenta a aba METRICS, com elementos indicando a qualidade, completude e distribuição taxonômica dos dados.
Mas nesse post queremos destacar o indicador CITATIONS que recupera todas as publicações que citaram DOIs dos downloads que possuem dados do herbário URM. A figura a seguir traz informações sobre duas dessas publicações.
Os artigos são clicáveis e acessando o DOI indicado, é possível obter a quantidade de dados utilizados de cada coleção.
O herbário URM apresenta 3 artigos de 2018 que citam o uso de seus dados. Certamente essa informação é um indicador que mostra a relevância e disponibilidade desse acervo. No entanto, o GBIF alerta ao fato que essa métrica ainda não reflete o uso real dos dados, uma vez que a maioria dos artigos ainda não usa o DOI dos downloads. Consideram ser necessário trabalhar junto aos pesquisadores e editores para melhorar a prática de citação dos dados. Voltando à página do herbário URM, clicando em ACTIVITY, o sistema mostra mais de 7 mil downloads que envolveram dados do acervo URM. É um indicativo que o número de citações em publicações que indicam o DOI do download é muito baixo.
Assim, queremos divulgar mais esse indicador disponível na rede Global que, na nossa opinião, demonstra a importância do compartilhamento aberto de dados e o reconhecimento da comunidade científica global aos dados, portanto, ao trabalho das coleções biológicas brasileiras. Vale a pena conferir!
Aproveito a oportunidade para agradecer ao Daniel Noesgaard (Science Communications Coordinator), Kyle Copas (Communications Manager) e Tim Hirsch (Deputy Director) todos do GBIF, que me explicaram o conceito e a metodologia usada para apresentar esses indicadores.
Através desse post queremos divulgar um importante indicador que o GBIF disponibiliza para todas as coleções participantes, denominado CITATIONS. Para cada download de dados feito no GBIF é atribuído um identificador único denominado DOI (Digital Object Identifier) que o usuário deve citar como referência aos dados utilizados nas suas publicações. Com isso, é possível associar a fonte dos dados a cada publicação que cita esse DOI, atribuindo a cada coleção os artigos que usaram seus dados.
A figura a seguir mostra a página encontrada para a coleção URM - Herbário Pe. Camille Torrand da Universidade Federal de Pernambuco no GBIF.
A página do herbário URM apresenta informações como o número de registros no GBIF (87,669), o número de citações (13 CITATIONS) e a data da última atualização dos dados (05 de maio de 2018). Também apresenta a aba METRICS, com elementos indicando a qualidade, completude e distribuição taxonômica dos dados.
Mas nesse post queremos destacar o indicador CITATIONS que recupera todas as publicações que citaram DOIs dos downloads que possuem dados do herbário URM. A figura a seguir traz informações sobre duas dessas publicações.
Os artigos são clicáveis e acessando o DOI indicado, é possível obter a quantidade de dados utilizados de cada coleção.
O herbário URM apresenta 3 artigos de 2018 que citam o uso de seus dados. Certamente essa informação é um indicador que mostra a relevância e disponibilidade desse acervo. No entanto, o GBIF alerta ao fato que essa métrica ainda não reflete o uso real dos dados, uma vez que a maioria dos artigos ainda não usa o DOI dos downloads. Consideram ser necessário trabalhar junto aos pesquisadores e editores para melhorar a prática de citação dos dados. Voltando à página do herbário URM, clicando em ACTIVITY, o sistema mostra mais de 7 mil downloads que envolveram dados do acervo URM. É um indicativo que o número de citações em publicações que indicam o DOI do download é muito baixo.
Assim, queremos divulgar mais esse indicador disponível na rede Global que, na nossa opinião, demonstra a importância do compartilhamento aberto de dados e o reconhecimento da comunidade científica global aos dados, portanto, ao trabalho das coleções biológicas brasileiras. Vale a pena conferir!
Aproveito a oportunidade para agradecer ao Daniel Noesgaard (Science Communications Coordinator), Kyle Copas (Communications Manager) e Tim Hirsch (Deputy Director) todos do GBIF, que me explicaram o conceito e a metodologia usada para apresentar esses indicadores.
12 de abr. de 2018
O INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos ultrapassa o marco de 6 milhões de registros online
O Herbário Virtual da Flora e dos Fungos hoje compartilha mais de 6,1 milhões de registros e 1,9 milhão de imagens online através da rede speciesLink. São 171 conjuntos de dados de herbários e fototecas do país e 26 do exterior, com herbários participantes em todas as regiões do país. Cerca de 5,8 milhões de registros são de coletas realizadas no Brasil.
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| Cycas revoluta (LUSC 6531) Herbário de Lages da Universidade do Estado de Santa Catarina |
Em 2017, o Herbário Virtual integrou 441 mil novos registros e 583.105 novas imagens à rede, sendo cerca de 260 mil novas imagens do Jardim Botânico de Nova Iorque. Esses totais representam uma média de 1.208 novos registros e 1.598 novas imagens por dia.
Em 2018, os herbários compartilham 184 mil novos registros e 39.801 novas imagens online. Essa evolução se dá não só através da integração de dados de novos herbários, mas graças ao trabalho de digitação e atualização dos dados online. As colunas do gráfico abaixo representam o número de atualizações mensais e a linha, o número de conjuntos de dados online em cada mês. Podemos observar que na maioria dos meses vários herbários atualizam seus dados mais de uma vez. O gráfico reflete o dinamismo da rede, resultante direto da ação do INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos.
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| Estatísticas do Uso dos Dados (inct.splink.org.br/showUsage) |
Uma consequência direta do compartilhamento aberto de dados e imagens é o crescimento do seu uso. Mais de 530 milhões de registros do Herbário Virtual foram utilizados em 2017, o que representa uma média de 1,45 milhão de registros utilizados por dia. Também em 2017 foram visualizadas mais de 3 milhões de imagens, o que representa uma média de cerca de 9 mil imagens visualizadas por dia.
Em 2018 a consulta feita por usuários ao Herbário Virtual já é superior a 121 milhões de registros e 940 mil imagens.
As perspectivas são de contínuo crescimento, com a adesão de novos herbários ao sistema e a melhoria da qualidade dos dados dos acervos.
6 de fev. de 2018
geoApis - Plataforma de informação sobre Apicultura e Meio Ambiente
abelha.org.br/geoapis
A tecnologia aliada a uma nova cultura colaborativa pode ajudar a fortalecer a apicultura e proteger as abelhas no Brasil.
Essa é a proposta da geoApis, uma plataforma digital inovadora que cria uma rede integrando associações apícolas e produtores de mel. A ferramenta permite o compartilhamento de informações de forma colaborativa, contribuindo para a profissionalização e melhor eficiência dos apiários.
A geoApis é um novo sistema de informação comunitária desenvolvido pela Associação Brasileira de Estudo das Abelha (A.B.E.L.H.A.) em parceria com o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) e a MD Educação Ambiental.
As associações que tiverem interesse em participar devem entrar em contato pelo e-mail o geoApis@abelha.org.br. A equipe da geoApis irá pessoalmente na entidade apresentar a plataforma, formalizar a parceria e dar treinamento.
8 de jan. de 2018
Lacunas – versão janeiro de 2018
http://lacunas.inct.florabrasil.net
Em setembro de 2012 foi lançado o sistema Lacunas com o
objetivo de cruzar os dados disponíveis no INCT – Herbário Virtual da Flora e
dos Fungos com os dados publicados na lista oficial das espécies da flora e dos
fungos que ocorrem no Brasil.
A ideia foi criar uma ferramenta para facilmente identificar
as lacunas de dados taxonômicos e geográficos do INCT - Herbário Virtual. Com essa
informação, o Comitê Gestor do INCT pode priorizar a integração de novos
acervos, a digitação de dados e ações para melhorar a qualidade dos dados
on-line.
O banco de dados do sistema permite buscas fonéticas, além
de permitir a associação dos sinônimos a cada nome científico aceito. Assim o
sistema permite comparar buscas exatas com fonéticas e buscas somente com nomes
aceitos ou com a inclusão de sinônimos. Com isso é possível também avaliar
qualitativamente a necessidade de atualização dos nomes e correção de erros de
digitação pelas coleções.
![]() | |
| Figura 1. Alguns elementos do relatório Lacunas para Angiospermas (Fonte: Lacunas, Jan/2018) |
Uma nova versão dos relatórios é produzida, no mínimo a cada
seis meses, o que permite observar a evolução qualitativa do Herbário Virtual.
A Lista de Espécies da Flora do Brasil, coordenada pelo
Jardim Botânico do Rio de Janeiro, hoje denominada Flora do Brasil 2020, também
evoluiu desde 2010, introduzindo novos elementos e novas espécies. Essas
mudanças foram também introduzidas no Lacunas.
Hoje, por exemplo, é possível avaliar o status dos dados dos diferentes grupos
taxonômicos (algas, angiospermas, briófitas, fungos, gimnospermas e samambaias
e licófitas) selecionando apenas espécies nativas, cultivadas ou naturalizadas.
Nesse período também houve a avaliação do CNCFlora do status
de conservação das espécies da flora do Brasil e o MMA publicou nova portaria
com o status das espécies ameaçadas de extinção. Esses dados também foram
incorporados ao sistema.
O
gráfico a seguir mostra uma análise do número de espécies sem registros no
Herbário Virtual em janeiro de 2018, de acordo com dois critérios: (1) busca
fonética, incluindo sinônimos, com ou sem coordenadas geográficas e (2) busca
fonética, incluindo sinônimos, com coordenadas originais consistentes e distintas, ou seja, com coordenadas informadas pelas coleções. A segunda opção não
considera os registros com coordenadas georreferenciadas automaticamente por
aplicativo.
O gráfico mostra, de maneira clara, lacunas mais
significativas de dados dos grupos Algas e Fungos. Esses grupos também têm mais
problemas com o georreferenciamento de seus dados. Fungos que têm cerca de 35%
das espécies citadas na Flora 2020 sem dados no Herbário Virtual, mas passa a
ter 77% se considerarmos apenas registros com coordenadas consistentes e
distintas, informadas pela coleção. Essa comparação mostra que além de integrar
mais dados desses grupos taxonômicos é necessário trabalhar no seu
georreferenciamento.
Até mesmo as espécies que constam na Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção -
Portaria nº 443 de 17 de dezembro de 2014 apresentam 2% das espécies sem
registros no herbário virtual e 14% sem registros se considerarmos coordenadas
geográficas consistentes e distintas, informadas pela coleção.
Muitas outras análises podem ser realizadas, inclusive por
famílias e gêneros. Reiteramos que os relatórios estão disponíveis on-line,
abertos a todos e os blogs do CRIA e do INCT-Herbário Virtual estão abertos a
todos que queiram publicar suas análises.
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