3 de ago. de 2023

A presença do CRIA e parceiros no evento Diálogos Amazônicos

 

Equipe do CRIA

Os Diálogos Amazônicos são eventos que ocorrem em Belém no período de 4 a 6 de agosto, e têm por objetivo contribuir para a formulação de novas estratégias de desenvolvimento da região, em bases sustentáveis. Os resultados dos debates nos Diálogos serão apresentados aos líderes dos países amazônicos, que irão se reunir nos dias 8 e 9 de agosto na Cúpula da Amazônia, que visa promover a cooperação entre as nações amazônicas, principalmente no combate a mudanças climáticas e na conservação e uso sustentável da biodiversidade.

O CRIA, no dia 05 de agosto, apresentará a rede speciesLink, infraestrutura que apoia o compartilhamento de dados e informações em biodiversidade por cerca de 200 instituições do Brasil e do exterior, inclusive por algumas localizadas na Amazônia.

No evento serão destacadas as parcerias com:

  • Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos

  • Embrapa Amazônia Oriental

  • MapBiomas

  • Uma Concertação pela Amazônia


Essas instituições  buscam, de forma colaborativa e em rede, tornar o conhecimento científico componente estruturante de iniciativas de pesquisa, preservação, conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade, tendo como princípio a ciência aberta.

As principais funcionalidades do speciesLink serão apresentadas, buscando mostrar como o sistema contribui para a gestão da biodiversidade, inclusive  no que se refere aos impactos das mudanças da cobertura e uso da terra sobre a diversidade de plantas, animais e microorganismos, aspectos a serem considerados na formulação de políticas públicas, ações de restauração de áreas degradadas e no fomento de novas pesquisas e atividades educacionais.

O evento não será transmitido online, mas pretendemos divulgar seus resultados no Blog do CRIA. Convidamos todos que estiverem em Belém para participar do evento e, dessa forma, contribuir para o debate.


Evento: Rede speciesLink: infraestrutura digital de e-ciência, de acesso livre que integra dados e informações sobre biodiversidade e uso e cobertura do solo na Amazônia e PanAmazônia.

Data: Sábado, 05 de agosto de 2023 das 14h às 16h

Local: Universidade Federal do Pará (UFPA) - Sala PB5 (Bloco P Básico)

     

28 de jul. de 2023

Catálogo de Abelhas Moure 2022, speciesLink e sistema Lacunas

Equipe do CRIA

O Catálogo Moure para as espécies de abelhas neotropicais, versão 2022, coordenado pelo Prof. Gabriel A. R. Melo, foi atualizado online com novas informações taxonômicas, publicadas no período de 2011 a 2021.

O Catálogo Moure agora apresenta a distribuição das espécies por estados e municípios. O sistema Lacunas de conhecimento das abelhas no Brasil compara a distribuição indicada no Catálogo Moure com os registros de ocorrência de abelhas na rede speciesLink (Fig.1).

Figura 1. Mapa da distribuição da espécie Aparatrigona impunctata no Catálogo Moure e na rede speciesLink


Figura 2. Imagem da espécie Aparatrigona impunctata espécie analisada na Fig.1 (Fonte: Fototeca Cristiano Menezes, speciesLink, 2023)

É importante ressaltar a diferença entre a abrangência geográfica apresentada pelo Catálogo Moure e a do Sistema Lacunas. O Catálogo Moure apresenta como escopo geográfico a região neotropical, por país, estado e município. Utiliza como fonte as informações taxonômicas publicadas. O Sistema Lacunas associa aos nomes científicos do Catálogo Moure, os dados de ocorrência de espécies coletadas/observadas no Brasil, usando dados da rede speciesLink, que tem como fonte, registros de espécimes em coleções biológicas e fototecas. Essas duas fontes são então comparadas para identificar possíveis lacunas de dados ou do conhecimento das abelhas do Brasil.

O Sistema Lacunas tem por objetivo auxiliar a comunidade científica na priorização das espécies a serem pesquisadas, coletadas, digitadas e integradas à rede speciesLink. O Sistema Lacunas usa um banco de dados resultante do cruzamento de todas as espécies do Catálogo de Abelhas Moure com os dados de ocorrência dessas espécies no Brasil, integrados à rede speciesLink.

O sistema Lacunas abelhas foi lançado em julho de 2019, e até o relatório Lacunas de julho de 2021, foi utilizado o Catálogo Moure versão 2012 como referência. A partir de abril de 2022, o relatório Lacunas passou a adotar o Catálogo Moure versão 2022 como referência.

As tabelas a seguir apresentam o número de espécies por subfamília citadas nos Catálogos Moure de 2012 e de 2022 em números totais, número de espécies que não ocorrem no Brasil e o número de espécies que, de acordo com o Catálogo Moure, ocorrem no Brasil. 

Tabela 1. Número de espécies citadas nos Catálogos Moure 2012 e 2022, classificadas de acordo com a sua ocorrência no Brasil


A diferença do número de espécies nos dois Catálogos mostra a evolução do conhecimento sobre as abelhas neotropicais por subfamília.

Tabela 2. Número de novas espécies incluídas no Catálogo Moure versão 2022


São 375 novas espécies incluídas na versão 2022 do Catálogo Moure, um aumento de 7%. Analisando as espécies que ocorrem no Brasil, o aumento foi superior a 10%.

O CRIA agradece ao Prof. Gabriel Melo pelo trabalho e compartilhamento dos dados do Catálogo Moure para a sua publicação online. Também agradecemos às equipes das coleções biológicas que compartilham seus dados com a rede speciesLink e assim possibilitam desenvolver esse sistema que ressalta as lacunas de dados e/ou conhecimento sobre as abelhas no Brasil.

Por fim, agradecemos o apoio dado ao projeto Consolidação da e-infraestrutura de dados abertos sobre a diversidade das abelhas nativas do Brasil que contou com o financiamento do CNPq, MCTIC, IBAMA e a Associação Brasileira de Estudo das Abelhas (A.B.E.L.H.A.) e ajudou a viabilizar esse trabalho.

11 de jul. de 2023

speciesLink, Mapbiomas, INCT-HVFF e filtros da Flora e Funga do Brasil: ferramentas para a restauração ambiental

O INCT-HVFF (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos) iniciou seus trabalhos como rede virtual no ano de 2008, sendo o CRIA responsável pela manutenção e desenvolvimento contínuo do sistema de informação on-line com dados dos herbários (rede speciesLink) e das ferramentas para visualização e uso dos dados. Graças ao apoio sem interrupção ao longo desses anos, o número e a qualidade dos registros de ocorrência de espécies botânicas vem aumentando. São mais de 12,6 milhões de registros de mais de 150 mil espécies distintas, todas de acesso livre e aberto.

A rede speciesLink associa, a cada registro, informações sobre o nome científico, indicando se é um nome aceito, sinônimo, ambíguo ou não encontrado nas listas de referência utilizadas. Atualmente são utilizadas as seguintes referências para nomes botânicos: Algaebase, MycoBank, Flora e Funga do Brasil e GBIF.

Como produto do projeto "Informação digital de herbários para a restauração florestal na Amazônia Oriental", em parceria com a Embrapa Amazônia Oriental e financiamento do CNPq, novas informações da Flora e Funga do Brasil foram associadas aos registros botânicos da rede speciesLink. Foram indexados dados sobre endemismo (sim ou não), origem (nativa, naturalizada, cultivada) e forma de vida (erva, arbusto, árvore, etc.).

Para o uso dessas novas informações, novos filtros foram acrescentados ao formulário de busca e novos inventários foram desenvolvidos e podem ser produzidos online para esses campos. 

É possível, por exemplo, buscar registros de ocorrência de espécies arbóreas endêmicas do Brasil e nativas da Amazônia e expressar o resultado em números (Fig. 1). 

Figura 1. Busca por registros de ocorrência de espécies arbóreas nativas e endêmicas do Brasil, coletadas no bioma  Amazônia, com o resultado expresso em números (Fonte speciesLink, 10/07/2023).

O resultado indica que a rede speciesLink oferece 46.706 registros de 2.677 espécies arbóreas nativas e endêmicas do Brasil no bioma Amazônia. Mantendo esses critérios de busca e acrescentando mais dois critérios: espécies coletadas em áreas naturais da Amazônia que hoje são áreas antrópicas (interface com o MapBiomas) obtém-se uma potencial lista de espécies arbóreas nativas e endêmicas que podem ter sido afetadas pela mudança na cobertura e uso do solo, mas que também podem ser importantes para a restauração dessas áreas antropizadas.

Figura 2. Busca por espécies arbóreas nativas e endêmicas, coletadas em áreas naturais no bioma Amazônia, cujos pontos de coleta em 2021 são áreas antrópicas (Fonte: MapBiomas Col. 7.1, 1985 - 2021, speciesLink, 10/07/2023).

Como o critério utilizado é o ano de coleta, essa busca está restrita às coletas realizadas entre 1985 a 2021, período da análise do MapBiomas. O resultado dessa busca expresso em números apresenta 916 registros de 326 espécies de 731 coletas distintas, indicando que 110 registros são de espécies ameaçadas de extinção (Fig. 3).

Figura 3. Resultado da busca por espécies arbóreas nativas e endêmicas, coletadas em áreas naturais no bioma Amazônia, cujos pontos de coleta em 2021 são áreas antrópicas expresso em números (Fonte: speciesLink, 10/07/2023).

A Figura 4 a seguir, apresenta um inventário das espécies arbóreas nativas e endêmicas, coletadas em áreas naturais no bioma Amazônia, cujos pontos de coleta em 2021 são áreas antrópicas,indicando o número de registros recuperados para cada espécie na rede speciesLink.


Figura 4. Espécies arbóreas endêmicas e nativas da Amazônia, cuja coleta foi realizada em áreas naturais que em 2021 se tornaram áreas antrópicas (Fonte: speciesLink, 10/07/2023).

A partir dessas ferramentas, especialistas podem selecionar as espécies mais adequadas para a restauração de áreas degradadas nos diferentes biomas brasileiros ou para escalas menores, com a utilização de alguns filtros clássicos de coleta do speciesLink (estado, município, unidade de conservação, ou terra indígena).

Esses novos filtros fornecem ferramentas que podem facilitar o trabalho de análise de especialistas na seleção de espécies para a recuperação de áreas antropizadas, entre outros possíveis usos que serão revelados por nós e pelos usuários à medida que as ferramentas forem utilizadas.

Na era do Antropoceno, num mundo cada vez mais modificado pelas atividades humanas, o CRIA acredita que dados e ferramentas como essas, de acesso livre e aberto, serão preciosas para várias pesquisas científicas comprometidas com a restauração ambiental.

Como sempre, toda crítica e sugestões são bem-vindas.

Equipe do CRIA


1 de jun. de 2023

Evento na UFMG discute as coleções biológicas e divulga a integração dos dados das plataformas speciesLink e MapBiomas

 João Renato Stehmann

O Centro de Coleções Taxonômicas da UFMG (CCT-UFMG) comemorou seus oito anos de existência no dia 26 de maio pp, realizando um workshop para discutir as ações de documentação e difusão do conhecimento sobre Biodiversidade. O evento contou com palestras e mesas-redondas incumbidas de discutir tópicos relacionados às coleções biológicas.

O CCT-UFMG se destaca como o maior repositório de amostras da biodiversidade de Minas Gerais e um dos maiores do Brasil, possuindo 26 coleções e um número estimado de cerca de dois milhões de organismos. Cerca de 20% do acervo encontra-se digitalizado e grande parcela desse montante está disponibilizada na plataforma speciesLink do Centro de Referência em Informação Ambiental - CRIA.

A palestra de abertura intitulada “Coleções biológicas, speciesLink e MapBiomas: tudo em todo lugar ao mesmo tempo”, proferida pela Dra. Dora Canhos, diretora de Projetos do CRIA, enfatizou a integração de dados do speciesLink com a base de dados da plataforma MapBiomas, uma novidade que permite a análise das mudanças da paisagem ocorridas de 1985 a 2021 nos locais onde as amostras foram coletadas. A ferramenta permite verificar se a vegetação onde muitos registros foram coletados ainda é a mesma ou se foi substituída, podendo representar nestes casos a extinção de populações associadas ao local de registro. A novidade foi objeto de muita discussão e possivelmente terá muitos usos a partir de sua divulgação.

As mesas-redondas versaram sobre as experiências de digitalização de diferentes acervos (Botânicos, Microbiológicos e Paleontológicos) e sobre a documentação existente sobre a biodiversidade das áreas verdes da UFMG, que são importantes no contexto da cidade. Além das palestras e mesas-redondas, houve exposição de pôsteres e sorteio de livros. O evento contou com a presença de 67 participantes, em sua maioria da UFMG, mas com destaque para representantes da PUC-Minas, Fiocruz, Universidade Estadual de Minas Gerais e Empresas de Consultoria e Gestão Ambiental.



18 de abr. de 2023

Novo relatório na saída "INVENTÁRIO" da rede speciesLink

 Equipe do CRIA

Na interface de busca da rede speciesLink, graças à parceria com o MapBiomas, os usuários da rede speciesLink agora podem produzir um inventário do uso e cobertura da terra nos pontos das coletas realizadas entre 1985 a 2021 das suas coleções ou no resultado da sua busca. 

Usaremos como exemplo o Herbário Pe. Camille Torrend - URM de fungos herborizados, que possui cerca de 93 mil registros online. A figura a seguir mostra o resultado da busca do acervo representado na rede speciesLink em NÚMEROS.



São mais de 8.500 espécies distintas. No entanto, para a análise dos dados do MapBiomas, só são utilizados os dados com coordenadas originais, portanto não são utilizadas as coordenadas obtidas por georeferenciamento automático por município. Ainda, como o MapBiomas possui dados de uso e cobertura da terra de 1985 a 2021, as coletas realizadas antes de 1985 ou depois de 2021 também não são consideradas.

Ao selecionar INVENTÁRIO como opção para visualizar o resultado da busca e optando por visualizar o uso e cobertura da terra no ano da coleta, o sistema encontra informações para 8.507 registros do acervo URM, representados no gráfico e tabela a seguir



O gráfico indica que a maioria das coletas foram feitas em áreas de formação florestal, seguida de pastagem, áreas urbanizadas, formação savânica e em áreas com mosaico de usos, conforme os dados de uso e cobertura da terra do MapBiomas, coleção 7. A tabela indica o número de registros para cada tipo de uso e cobertura da terra.



Trata-se, portanto, de mais um elemento para análise dos dados de acervos específicos ou do resultado de qualquer busca realizada no speciesLink, seja por país, regiões, estados, municípios, biomas ou unidades de conservação. 

Como sempre, toda crítica ou sugestão é bem vinda. 

13 de abr. de 2023

Sustentabilidade com o Google - Amazônia

O CRIA, representado por sua diretora Dora Canhos, foi convidado para participar do evento "Sustentabilidade com o Google: ajudando a preservar a Amazônia e a construir um futuro mais sustentável". O evento foi realizado no dia 04 de abril de 2023 na cidade de Belém, no Pará. 

Google está apoiando várias iniciativas no uso de tecnologias e inovação, em particular inteligência artificial e aprendizado de máquina, para combaterem o desmatamento, capacitarem comunidades locais e indígenas e promoverem a bioeconomia na floresta amazônica brasileira. Essas iniciativas foram apresentadas no evento. 

Patrícia Florissi, diretora do escritório do Chief Technology Officer (CTO), Google Cloud, primeiro anunciou as ações junto ao MapBiomas, que utiliza a plataforma de análise geoespacial o Earth Engine e o Looker, convidando Tasso Azevedo, Coordenador Geral do MapBiomas para apresentar alguns de seus produtos. MapBiomas é um parceiro muito importante para o CRIA que agora conta com os dados de uso e cobertura da terra, MapBiomas coleção 7, acessíveis através da interface de busca da rede speciesLink.

Em seguida Patrícia apresentou o apoio dado ao CRIA na migração de todos os seus sistemas públicos de informação para a nuvem do Google Cloud. Apresentou também a nova fase do projeto que está estudando o uso de computação virtual, baseada em modelos de inteligência artificial, para pré-classificar imagens de espécimes em herbários, cujo processo será validado por uma rede de taxonomistas, do país e do exterior, participantes do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos (INCT-HVFF).


Imagens de exsicatas da rede speciesLink

Para mais informações sobre o evento, acesse o Blog do Google Brasil Sustentabilidade com o Google: ajudando a preservar a Amazônia e a construir um futuro mais sustentável

30 de mar. de 2023

speciesLink e MapBiomas

Equipe do CRIA

É com enorme satisfação que comunicamos a inclusão dos dados de uso e cobertura da terra do MapBiomas (Coleção 7) à rede speciesLink. A importância do MapBiomas, responsável pelo mapeamento anual da cobertura e uso da terra, é notória. Assim como é a rede speciesLink na integração de dados de ocorrência de espéces. Outra característica importante dessas iniciativas é o trabalho em rede e seus objetivos. 

O MapBiomas tem como propósito “Revelar as transformações do território brasileiro por meio da ciência, com precisão, agilidade e qualidade, e tornar acessível o conhecimento sobre a cobertura e o uso da terra, para buscar a conservação e o manejo sustentável dos recursos naturais, como forma de combate às mudanças climáticas”.

A rede speciesLink tem por objetivo fomentar a pesquisa, a educação e a formulação de políticas para promover a conservação e o uso sustentável da biodiversidade.

Os resultados alcançados também contaram com a participação de equipes do ICMBio, no Grupo de Trabalho da Biodiversidade, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos (INCT-HVFF) e sua rede de herbários, do Google Cloud Platform no apoio técnico e concessão de créditos para o uso da plataforma e do apoio financeiro do Instituto Clima e Sociedade (iCS), uma organização filantrópica que apoia projetos e instituições dedicadas ao enfrentamento das mudanças climáticas no Brasil.

A primeira etapa do projeto envolveu a inclusão dos dados de uso e cobertura da terra do MapBiomas (1985 a 2021) como metadados em cada registro da rede speciesLink, coletado no Brasil, com coordenadas originais (informadas pelo provedor de dados). Como resultado, na visualização do registro online, é apresentado um diagrama com o histórico de uso e cobertura da terra do ponto da coleta no período de 1985 a 2021. No sistema online, ao passar o mouse no diagrama o usuário identifica o uso e cobertura da terra em cada ano.

A figura da exsicata do herbário do Cenargen mostra o registro da espécie Lessingianthus venosissimus coletada em Luziania, Goiás em 2003 em área de formação campestre que, a partir de 2004, passou a ser área de plantio de soja. 


Na interface de busca do speciesLink foi implementado um filtro para uso dos dados do MapBiomas coleção 7, destacado na figura a seguir.


O usuário pode optar por buscar os diferentes usos e cobertura da terra pelo ano da coleta do espécime (entre 1985 a 2021) ou pela coordenada da coleta nos diferentes anos dos mapas apresentados, inclusive comparando diferentes situações de cobertura da terra em áreas Naturais ou Antrópicas entre 1985 a 2021. Portanto pode recuperar registros coletados em áreas naturais que em 2021 são antrópicas. 

A seguir são apresentados dois exemplos de busca. A primeira inclui espécies botânicas coletadas entre 1985 e 2021 em áreas naturais do bioma Amazônia (A) que em 2021 são áreas antrópicas (B).


                                                   A                                                             B
Nesse exemplo a busca (A) recuperou 308.540 registros de 15.518 espécies distintas e a busca (B) 32.705 registros de 5.677 espécies distintas. Pode-se concluir que 10,6% dos registros e 36,5% das espécies foram potencialmente afetadas pela perda de área natural.

No segundo exemplo a seguir, foram incluídos todos os registros cuja coordenada de coleta se encontra em áreas naturais em 1985, independente do ano de coleta (A) e que em 2021 são áreas antrópicas (B).


                                                    A                                                             B
Nesse exemplo, a busca (A) recuperou 655.595 registros de 27.863 espécies distintas e a busca (B) 84.442 registros de 9.518 espécies distintas. Pode-se concluir que 13% dos registros e 34% das espécies foram potencialmente afetadas pela perda de área natural.

Esses são alguns exemplos. Pedimos que os usuários interessados testem essa interface e apresentem suas críticas e sugestões entrando em contato com a equipe através do email: contato@cria.org.br 

Obrigada!

Equipe do CRIA

Link para a interface de busca da rede speciesLink: https://specieslink.net/search

Link para o site do MapBiomas: https://mapbiomas.org









31 de jan. de 2023

Novidades no speciesLink

 Equipe do CRIA

Em dezembro de 2022 anunciamos a integração dos mapas da Coleção 7 do MapBiomas, sobre a transformação do uso e cobertura da terra entre 1985 a 2021, na interface de busca da rede speciesLink. Esses dados são usados como filtros na busca por registros de ocorrência de espécies. É importante lembrar que só são indexados com os dados do MapBiomas os registros com coordenadas geográficas originais, portanto com coordenadas informadas pelo provedor de dados. Pouco mais de 8,2 milhões de registros atendem esse critério.

No post de dezembro, também procuramos explicar o processo de indexação de cada registro da rede, mostrando a transformação do uso e cobertura da terra entre 1985 a 2021 no ponto de coleta, indicando o ano de coleta. A figura a seguir apresenta um local de coleta que até 1993 era uma formação florestal que, a partir de 1994, passou a ser pastagem. O registro mostra que a coleta em 2011 foi realizada em uma área de pastagem.


A novidade agora é a possibilidade de buscar registros que atendem os critérios de uso da terra no ano da coleta dos espécimes. A busca por espécimes coletados ou observados em áreas naturais é obtida usando como filtro o Ano da Coleta e as categorias de uso da terra de áreas naturais, segundo dados do MapBiomas.


O sistema recuperou mais de 2 milhões de registros de coletas realizadas entre 1985 e 2021 com coordenadas originais. O usuário também pode visualizar a quantidade de registros na rede speciesLink com coletas em diferentes áreas naturais.

 A mesma busca foi feita para áreas antrópicas, com a recuperação de mais de 1,3 milhão de registros. As duas tabelas com a quantidade de registros por uso e cobertura da terra no ano da coleta são apresentadas a seguir.


Esperamos que essa ferramenta possa atender novas demandas de análise e uso dos dados. Por favor usem essas ferramentas e mandem suas críticas e sugestões para speciesLink@cria.org.br

23 de jan. de 2023

Novas ideias para a rede speciesLink

Recentemente o CRIA foi provocado a pensar numa ideia de projeto que pudesse ter grande impacto, tendo como ponto de partida a rede speciesLink em seu estágio atual. Ou seja, sem deixar de fazer e de continuar melhorando o que já fazemos bem. Por outro lado, a ideia deveria ser capaz de expandir os horizontes da rede speciesLink, talvez alcançando novos públicos, talvez ampliando os tipos de dados com os quais já trabalhamos, talvez incorporando estratégias que possibilitem um influxo muito maior de dados, criando condições para novas aplicações e análises.

Gostaríamos de envolver toda a comunidade nesse tipo de discussão, e nesse sentido preparamos uma pesquisa que encontra-se aberta a todos que possam participar: https://forms.gle/3rHzXdM2MYu2PT5o9 Se você tem boas ideias, não deixe de compartilhar conosco!

Quem sabe a gente consiga encontrar uma forma de torná-la realidade.