7 de out de 2013

Polinizadores no Brasil é indicado ao Prêmio Jabuti

Resultado da mobilização da comunidade científica que estuda abelhas e polinizadores do Brasil, o livro apresenta uma análise global sobre a situação dos polinizadores no país, seu impacto na agricultura, na biodiversidade e no agronegócio.

Foto da capa: Giorgio Cristino Venturieri.
  
No dia 18 de setembro, o comitê organizador do Prêmio Jabuti anunciou os finalistas na primeira fase de sua 55ª edição. Entre os finalistas do mais importante prêmio literário brasileiro está o livro “Polinizadores no Brasil: Contribuição e Perspectivas para a Biodiversidade, Uso Sustentável, Conservação e Serviços Ambientais”, organizado por Vera L. Imperatriz-Fonseca (USP), Dora A. L. Canhos (CRIA), Denise A. Alves (USP) e Antonio M. Saraiva (USP), e publicado pela EDUSP.

Foto: Ivan Sazima.

Este é o primeiro livro publicado no país contextualizando o estado da arte sobre os polinizadores no Brasil, o seu impacto na biodiversidade, na agricultura e no agronegócio. Para isso, 85 pesquisadores da comunidade científica brasileira de 38 instituições de ensino e/ou pesquisa apresentaram uma análise profunda sobre o tema, dentro de suas áreas de especialidade, e elaboraram sugestões de políticas públicas e de ampliação da base de conhecimento sobre os polinizadores brasileiros.

Foto: Tom Wenseleers.

A publicação do livro ocorre num momento importante, em que a perda de polinizadores é pronunciada no cenário global, pois cerca de 88% das plantas com flores e 35% das culturas agrícolas são dependentes de animais para polinização, um serviço ambiental regulatório vital. Embora o declínio de populações de polinizadores seja uma preocupação mundial, esta é mais pronunciada nos trópicos, onde a grande maioria das espécies arbóreas depende de animais polinizadores e onde há uma forte pressão antrópica sobre áreas naturais preservadas para finalidades agrícolas.


Foto: Márcia Motta Maués.

Estamos em uma nova era, o Antropoceno, em que a população humana domina a Terra e cresce vertiginosamente. Essas pressões sobre os serviços ambientais valorizam toda a possibilidade de aumento de produção agrícola em pequenas áreas, sugerindo um novo desenho da paisagem, amigável aos polinizadores, e práticas de manejo mais adequadas. Além disso, as externalidades, como as mudanças climáticas globais, exigem um novo diálogo entre ciência e sociedade. O livro introduz as bases deste diálogo, e estimula a integração entre os setores público e privado.

Foto: Ivan Sazima.


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