24 de set. de 2021

Participação do CRIA no evento Setembro Botânico

Em comemoração ao dia do biólogo (dia 3), dia da Amazônia (dia 5) e dia da árvore (dia 21), o Herbário da Universidade Federal do Amazonas (HUAM) organizou o evento Setembro Botânico 2021, com o apoio dos principais Herbários do Amazonas (INPA, EAFM  e HERBIT).

O evento online ocorreu entre os dias 20 e 24 de setembro, com palestras, mesas redondas, oficinas e uma série de vídeos. A Dra. Helba Cirino, representando o CRIA, apresentou a palestra “Digitalizar para preservar e difundir” em que discorreu sobre a importância da integração e disponibilização dos registros das coleções biológicas online através da rede speciesLink. Na ocasião, a Dra. Helba mostrou alguns produtos derivados da integração de dados de herbários e procurou incentivar a participação das coleções que ainda não compartilham seus dados online, na rede speciesLink.

Ao longo da semana, o evento proporcionou a divulgação do trabalho de herbários e de temas importantes como paisagismo urbano e valorização dos polinizadores. Procurou incentivar a geração de estudantes e futuros pesquisadores a serem cada vez mais conscientes quanto à importância da botânica para a conservação e preservação ambiental.

O vídeo com a participação do CRIA no evento está disponível no YouTube pelo link https://www.youtube.com/watch?v=2VI7SY31htw.




20 de set. de 2021

A Coleção de Referência de Ovos e Larvas de Peixes do Laboratório de Ecologia do Ictioplâncton e Pesca em Águas Interiores (CROLP-LEIPAI) disponibiliza dados do seu acervo no CRIA.

Diego Maia Zacardi, Dr. Ciência Animal - Ecologia Aquática e Aquicultura, Coord. Laboratório de Ecologia do Ictioplâncton e Pesca em Águas Interiores - LEIPAI, Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas - ICTA, Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA

A Coleção de Referência de Ovos e Larvas de Peixes do Laboratório de Ecologia do Ictioplâncton e Pesca em Águas Interiores (CROLP-LEIPAI) da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) foi pensada e criada para atender as determinações de inúmeros projetos de pesquisa, além de disponibilizar os dados para diversos outros pesquisadores. A coleção oferece apoio a pesquisas ecológicas e inventários ictioplanctônicos. Também procura divulgar a importância de coleções científicas, seja para produção de conhecimento ou em ações de extensão junto à comunidade local e/ou científica. Outras informações do LEIPAI podem ser encontradas e acessadas via: https://leipaiufopa.com

A coleção está preparada para receber amostras de várias bacias hidrográficas e estados brasileiros. Atualmente contempla mais de 80 espécies identificadas, compreendendo mais de 210.000 espécimes de larvas de peixes da Amazônia. É um acervo de expressão regional composto majoritariamente de material recente, principalmente de exemplares capturados em sistemas fluviais provenientes da região norte do Brasil (rio Solimões, rio Japurá, rio Amazonas, rio Tapajós, rio Trombetas, rio Xingu, rio Guamá, rio Pará, e suas zonas adjacentes como lagos, furos, canais, entre outros), além de amostras da região estuarina e costeira.

O processo de catalogação e informatização da coleção está em andamento, entretanto, os espécimes e os dados da coleção estão disponíveis a pesquisadores bem como a consulta por estudantes de graduação e pós-graduação, devidamente autorizados e acompanhados pelo curador ou técnico responsável. Destaca-se que dentre as coleções ictioplanctônicas reconhecidas no Brasil, apenas essa situa-se na Amazônia. Em curto espaço de tempo pretendemos disponibilizar, por meio do formulário de busca do speciesLink, arquivos de imagens em cores e com escala de tamanho, contemplando os diversos estágios de desenvolvimento larval de cada espécie catalogada.


a) Catalogação das larvas. b) Amostras tombadas

c) Espaço físico. d) Armários superiores de armazenamento das amostras tombadas

e) Amostras em via de tombamento



15 de set. de 2021

A importância do speciesLink para milhares de usuários

 Giselda Durigan, pesquisadora científica do Instituto de Pesquisas Ambientais do Estado de SP

Quando comecei minha carreira de cientista na década de 1980, estudando a vegetação nativa, sua ecologia e restauração, não existia um livro sequer com ilustrações das espécies onde eu pudesse confirmar a identificação de uma planta que tivesse em mãos, etapa fundamental de qualquer estudo em ecologia vegetal. Para chegar a essa informação, era preciso enfrentar a saga de visitar as coleções botânicas, nem sempre acessíveis, e encarar todas as limitações decorrentes de identificações incompletas, desatualizadas, ou pior, equivocadas. Um trabalho lento, cansativo, insalubre e, muitas vezes, infrutífero.

A existência, hoje, de bases de dados como o speciesLink, mantido pelo CRIA, tornou a minha vida e a de todos os que dependem da identificação de plantas (entre outros seres vivos) extremamente mais fácil. Esse gigantesco avanço geralmente não é percebido pelas novas gerações, que aprenderam a acessar a internet antes mesmo de aprender a ler e escrever. Por isso, é preciso falar sobre o assunto, pois a continuidade da existência dessas bases de dados depende de sua valorização por toda a sociedade. 

É preciso que se compreenda que o gigantesco acervo das coleções de biodiversidade no Brasil, construídos pelos taxonomistas ao longo de séculos, não teria a extraordinária utilidade que tem hoje se não existissem profissionais dispostos a viabilizar a disponibilização das imagens e informações por meio de um sistema ágil e inteligente de busca, como é hoje o speciesLink. 

   





  






14 de set. de 2021

Biodiversity Digitization: Celebrating a Decade of Progress

 Vale a pena conferir!


A agenda detalhada está disponível na página: 

https://www.idigbio.org/wiki/index.php/Biodiversity_Digitization:_Celebrating_a_decade_of_progress 

A conferência irá destacar experiências de sucesso na digitação e mobilização de dados sobre biodiversidade, apresentando diferentes estratégias para diferentes grupos taxonômicos.  O CRIA foi convidado para participar do evento para apresentar as estratégias adotadas pela rede speciesLink em relação à limpeza de dados (speciesLink's data cleaning strategies). Esse trabalho será apresentado pela Dora Canhos no segundo dia do evento, na 5a. feira dia 23 de setembro às 11:30, horário do Brasil.

Hoje fomos informados que já existem cerca de 700 pessoas inscritas no evento e o limite é de 1.000 inscrições. Daí esse anúncio para que as pessoas interessadas não deixem de se inscrever no endereço https://bit.ly/3zDMcQS 

3 de set. de 2021

Um campo de futebol não traduz a perda ocorrida em tragédias ambientais

 Dora Ann Lange Canhos, Centro de Referência em Informação Ambiental

Quando ocorre alguma tragédia ambiental, como uma queimada, por exemplo, o noticiário divulga a perda em área equivalente a tantos campos de futebol. Informar a área é importante, como também é interessante traduzir metros ou quilómetros quadrados usando um valor que o cidadão comum tenha como referência. Mas normalmente fica nisso. Perde-se, com essa imagem, o fator fundamental por trás da tragédia, além do fator humano. Qual foi a perda da biodiversidade? Quais ecossistemas foram afetados? Qual é o impacto dessa destruição em termos de serviços ambientais? Que espécies foram afetadas? Como recuperá-las?



Visualizar uma queimada em termos de campos de futebol pode passar uma ideia errada da dimensão da perda, uma vez que, no nosso imaginário de "campos de futebol", visualizamos apenas gramados extensos. A perda é muito maior e sua verdadeira dimensão deve ser divulgada.

A divulgação dos incêndios no pantanal, no ano passado, tocou as pessoas porque foram exibidas imagens de animais mortos e feridos, causando muita empatia. No entanto, até nesse caso, pouco se falou da perda de outros animais, plantas, fungos, algas e microrganismos importantíssimos para a cadeia alimentar, para a polinização, para a proteção dos rios, etc. etc. Sem falar no potencial uso de novas moléculas para diversos fins, como fármacos, por exemplo. Potencialmente também perdemos o que sequer conhecemos.

Exemplos de imagens online de espécimes coletados no pantanal (speciesLink, 03/09/2021)

A rede speciesLink hoje compartilha cerca de 15,5 milhões de registros de espécimes coletados ou observados no Brasil e em outros países da América do Sul. Os primeiros registros são do século 17, com coletas realizadas por Georg Marcgrave, geógrafo, astrônomo e naturalista, que esteve na então colônia holandesa, entre os anos de 1638 a 1644

A interface de busca da rede speciesLink possui filtros geográficos que facilitam a análise de áreas como unidades de conservação (federais, estaduais e municipais), terras indígenas, bacias hidrográficas além de biomas, regiões, estados e municípios brasileiros. Usando essa interface para obter registros de ocorrência de espécies no Pantanal, obtém-se mais de 100 mil registros e 13 mil imagens de mais de 6 mil espécies distintas de animais, plantas, algas, fungos e microrganismos, de amostras coletadas e depositadas em coleções biológicas do país e do exterior. 

É fundamental que as perdas resultantes de tragédias causadas ou não por ações humanas, sejam dimensionadas, "traduzidas" e comunicadas à população em sua dimensão real. É fundamental também ressaltar o trabalho cientifico de coleta, identificação e conservação desse material nas coleções mantidas por Universidades e instituições de pesquisa, verdadeiras bibliotecas da vida. 

Nota: Todos os dados e imagens da rede speciesLink são de acesso público e aberto, apenas solicitamos a citação à fonte dos dados.


19 de ago. de 2021

A Coleção de Briófitas do HUNI: beleza em miniatura

 Sandra Zorat Cordeiro, Curadora do HUNI

A Coleção de Briófitas do Herbário Prof. Jorge Pedro Pereira Carauta, o HUNI, começou a ser montada por sugestão e iniciativa do doutorando Erick Alves Pereira Lopes Filho (Museu Nacional/UFRJ), um ativo coletor e colaborador do HUNI, ao perceber que muitas coletas realizadas por alunos, dentro de atividades didáticas da disciplina de Vegetais Criptogâmicos do curso de Ciências Biológicas da UNIRIO, não tinham identificação. A partir do seu contato com o Prof. Dr. Denilson F. Peralta, do Instituto Botânico de São Paulo (IBt), iniciou-se uma intensa permuta de materiais entre o HUNI e o SP (Herbário Maria Eneyda P. K. Fidalgo do IBt). O saldo foi mais que positivo: conseguimos a identificação das nossas amostras pelo Prof. Denilson, recebemos centenas de amostras de vários estados brasileiros (AC, AL, AM, BA, DF, ES, GO, PA, PE, PR, RJ, RO, SP), mais de 70 amostras do Parque Nacional do Caparaó, em Alto Caparaó (MG) e ainda duas amostras internacionais, uma da Finlândia e outra da Polônia. 

Com a chegada ao HUNI, em 2019, de um microscópio estereoscópico (lupa) com câmera fotográfica acoplada, montamos um projeto de captura de imagens da nossa Coleção de Briófitas. Contatando o pessoal do REFLORA, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, descobrimos que precisaríamos, antes das imagens detalhadas obtidas pela lupa, de uma imagem com o aspecto geral da amostra, com foto da etiqueta, escala de tamanho e de cores. E aí, a colaboração do nosso estagiário Matheus Gimenez Guasti, (aluno do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas/UNIRIO) foi fundamental: ele adaptou um antigo arquivo sem uso em um mini estúdio fotográfico e, assim, conseguimos começar a fotografar o aspecto geral das amostras. Ao mesmo tempo, iniciamos a obtenção de imagens das briófitas com a lupa - estava dada a largada para uma das atividades mais prazerosas do herbário: se surpreender com os detalhes de cada amostra. 

O processo de captura de imagens das briófitas, tanto no mini estúdio adaptado como na lupa, estava num ótimo ritmo, mas com a chegada da pandemia, as atividades presenciais foram interrompidas. Até o momento, conseguimos disponibilizar imagens de, aproximadamente, 20% do acervo de briófitas, que contém pouco mais de 300 amostras. As imagens foram inicialmente disponibilizadas online no REFLORA e agora estão acessíveis também através do formulário de busca do speciesLink.

Através da lupa é possível se deslumbrar com a quantidade de detalhes e beleza contidos em cada uma das amostras: filóides minúsculos e brilhantes dispostos num arranjo minucioso, esporófitos com cápsulas e caliptras nos mais incríveis formatos e em diversas fases de amadurecimento - da sua formação até após a liberação dos esporos. É inacreditável a quantidade de informação contida numa pequena amostra de briófita: tanta minúcia e beleza assim tão escondidas dos olhos. 

Desde nosso ingresso na Plataforma speciesLink, o acesso e utilização do nosso acervo vêm alcançando marcas cada vez maiores: de 2018 até agora, já somamos mais de 6,5 milhões de registros utilizados, o equivalente a ter quase todo nosso acervo com cerca de 6500 amostras consultado mais de mil vezes. E isso porque nosso acervo ainda não está digitalizado. O início da disponibilização de imagens da nossa pequena Coleção de Briófitas é a nossa primeira experiência com digitalização de imagens do acervo e ela tem sido gratificante. Esperamos, com o fim da pandemia e a retomada das atividades presenciais, continuar nosso projeto de fotografar esse incrível mundo invisível e disponibilizá-lo para que todos tenham acesso não apenas à informação de qualidade, mas que também possam se encantar com a beleza em miniatura que estas plantinhas escondem.

Deixamos aqui o nosso "muito obrigada" a todos que fazem parte desta história.

Para maiores informações sobre o HUNI e nosso acervo: http://www.unirio.br/ccbs/ibio/herbariohuni

Algumas das imagens obtidas com lupa, e disponíveis nas plataformas speciesLink e REFLORA, a partir de amostras da Coleção de Briófitas do HUNI. 






9 de ago. de 2021

Evolução qualitativa dos dados da subfamília Andreninae

 Dora Ann Lange Canhos (1), Sidnei de Souza (1) e Eduardo Almeida (2)

(1) CRIA, (2) FFCLRP, USP

Em julho de 2021 foi produzido o novo relatório Lacunas de conhecimento das abelhas no Brasil, relatório rodado a cada semestre desde julho de 2019. Portanto, hoje podemos analisar a evolução qualitativa dos dados disponíveis online na rede speciesLink no período de dois anos. Como exemplo iremos analisar a subfamília Andreninae com 483 espécies no Catálogo de Abelhas Moure, sendo que 374 não têm registro de ocorrência no Brasil e 109 espécies têm referências sobre a sua ocorrência no Brasil.

Sempre de acordo com o Catálogo Moure, o relatório analisa dois grupos de espécies: (1) as espécies que não têm registro de ocorrência no Brasil e (2) as espécies que ocorrem no Brasil.

A ideia de incluir a análise de todas as espécies de abelhas, com ou sem registros de ocorrência no Brasil, é permitir uma análise do próprio Catálogo Moure, o que poderá futuramente auxiliar na análise de espécies que poderão ser incorporadas ao catálogo como com ocorrência no Brasil.

Esse post utilizou os critérios mais inclusivos do Lacunas, ou seja, busca fonética por nomes aceitos e seus sinônimos, de registros com ou sem coordenadas geográficas.

I.  Espécies sem registro de ocorrência no Brasil de acordo com o Catálogo Moure

A ferramenta Lacunas, em julho de 2019 encontrou 10 registros desse grupo com ocorrência no Brasil e 12 em 2021. As 12 espécies encontradas no Lacunas de julho de 2021 com coletas no território nacional são:
  • 5 da tribo Calliopsini: Arhysosage flava Moure, 1958 com 2 registros; Calliopsis hondurasica Cockerell, 1949 com 1 registro; Callonychium flaviventre (Friese, 1906); Callonychium mandibulare (Friese, 1916) com 2 registros e Callonychium minutum (Friese, 1906) com 1 registro.
  • 2 da tribo Oxaeini: Oxaea fuscescens Sichel, 1865 com 1 registro e Oxaea stenocoryphe Moure, 1947, com 1 registro.
  • 5 da tribo Protandrenini: Parapsaenythia paspali (Schrottky, 1909), com 2 registros; Parapsaenythia puncticutis (Vachal, 1909), com 5 registros; Psaenythia demissa Holmberg, 1921, com 3 registros; Psaenythia magnifica Holmberg, 1921, com 1 registro; Psaenythia superba Friese, 1908, com 1 registro.
São informações de possível interesse para os especialistas em abelhas, que poderão avaliar se esses dados de ocorrência estão corretos.

II.  Espécies com registros de ocorrência no Brasil de acordo com o Catálogo Moure

Para essa análise foi utilizado o mesmo critério, a busca fonética, por nomes aceitos e seus sinônimos, de registros com ou sem coordenadas geográficas. A tabela a seguir traz a evolução dos dados das espécies desse grupo.


Em julho de 2019 somente 48,6% das espécies da subfamília Andreninae citadas no Catálogo Moure como tendo ocorrência no Brasil, tinham pelo menos um registro na rede speciesLink. Em dois anos esse número evoluiu para 55%, o que representa um aumento importante e significa que 7 novas espécies passaram a ter registros na rede speciesLink.

III.  Lacunas geográficas

Para as espécies que ocorrem no Brasil, o Catálogo Moure também apresenta as lacunas geográficas, indicando as espécies sem registros por estado.

Comparação entre os meses de Julho de 2019 e Julho de 2020 das lacunas geográficas por estado da união e Distrito Federal

O número de espécies sem registros de ocorrência no estado de São Paulo, aumentou de 13 para 14. A espécie Cephalurgus atriventris (Schrottky, 1906)  passou a ser uma lacuna geográfica para o estado na rede speciesLink. No período analisado, os seguintes estados diminuiram o número de espécies sem registros de ocorrência: Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

Em julho de 2019 não havia registros para a espécie Oxaea flavescens Klug, 1807 no estado de Goiás, sendo que em julho de 2021 essa lacuna não existe mais. A ocorrência dessa espécie em Goiás está documentada no acervo da Coleção Entomológica da Universidade de Brasília (DZUB) com 41 registros de ocorrência. Nesse período também foram integrados os dados do acervo da Coleção de Hymenoptera do Museu da Biodiversidade (HyMB) da Universidade Federal da Grande Dourados que compartilhou imagens de seu acervo. As imagens a seguir são de dois registros da espécie Oxaea flavescens coletadas em Dourados, MS.

Imagens dos registros Hymb00003-A e Hymb00013-A da Coleção de Hymenoptera do Museu de Biodiversidade da Universidade Federal da Grande Dourados, HyMB

Em julho de 2019 não havia registros para as espécies Anthrenoides meridionalis (Schrottky, 1906) e Rhophitulus dubium (Vachal, 1909) no estado de Minas Gerais. Essa lacuna, em julho de 2021, não existe mais.

A ocorrência da espécie Athrenoides meridionalis em Minas Gerais está documentada no acervo da Coleção Entomológica da Universidade de Brasília (DZUB) com 9 registros de ocorrência. O Museu de História Natural de Paris compartilha um holótipo da espécie Rhophitulus dubium com a rede speciesLink.

Imagem do registro EY25566 (holotipo) do MNHN - Museum national d'Histoire naturelle (2020). The Hymenoptera collection (EY) of the Muséum national d'Histoire naturelle (MNHN - Paris).

Em relação ao estado do Paraná, em julho de 2019 não havia registros para as espécies Anthrenoides rodrigoi Urban, 2005 e Psaenythia quadrifasciata Friese, 1908. No relatório Lacunas de julho de 2021 essas lacunas não existem mais.

A ocorrência da espécie Athrenoides rodrigoi no estado do Paraná está documentada no acervo da Coleção Entomológica da Universidade de Brasília (DZUB) com 2 registros de ocorrência com o mesmo local e data de coleta. A ocorrência da espécie Psaenythia quadrifasciata no estado do Paraná também está documentada no acervo da Coleção Entomológica da Universidade de Brasília (DZUB) com 1 registro de ocorrência.

Havia 10 espécies que, de acordo com o Catálogo Moure, ocorrem no estado de Santa Catarina sem registros de ocorrência na rede speciesLink em julho de 2019. No entanto, a ocorrência da espécie Callonychium petuniae Cure & Wittmann, 1990 hoje está documentada nos acervos da Coleção Entomológica da Universidade de Brasília (DZUB) e na Coleção de Abelhas do Museu de Ciência e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (MCP-Abelhas), ambas com um registro cada.

No Rio Grande do Sul, em julho de 2019 não havia registros para 8 espécies. O relatório Lacunas de julho de 2021 indica que cinco dessas espécies passaram a ter dados online do acervo da Coleção de Abelhas do Museu de Ciência e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (MCP-Abelhas). São elas: 
  • Anthrenoides admirabilis;
  • Anthrenoides francisci;
  • Anthrenoides gibbosus; 
  • Anthrenoides sulinus; e, 
  • Rhophitulus hamatus.
Ao evidenciar as lacunas de dados taxonômicos, geográficos e temporais através da análise dos dados das coleções biológicas integradas à rede speciesLink, espera-se identificar as espécies e estados prioritários para pesquisas e novas coletas, além de incentivar o trabalho das coleções de abelhas do país na digitação e integração de seus dados à rede speciesLink.

Esse trabalho é um produto da Chamada Pública CNPq/MCTIC/IBAMA/Associação ABELHA Nº 32/2017

Linha de Pesquisa: Monitoramento e avaliação da situação das abelhas nativas no Brasil

Instituições parceiras:
  • Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria)
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária: – Embrapa Amazônia Oriental (Pará) e Embrapa Meio Ambiente (São Paulo)
  • Museu Nacional – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
  • Universidade de Brasília (UnB)
  • Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  • Universidade de São Paulo (USP)

23 de jun. de 2021

GIN TAX - Goiás

Ana Odete Santos Vieira (UEL, INCT-HVFF)


Gincana de identificação e atualização de nomes de espécies coletadas em Goiás



Ao longo dos Congressos Nacionais de Botânica, sempre é costume a abertura dos acervos do(s) herbário(s) dos municípios que sediam os eventos, para visitas e estudo dos especialistas. Muitos exemplares são identificados nesta atividade, enriquecedora tanto para os especialistas quanto para as coleções.

Os herbários virtuais, integrando imagens das coleções on-line, vêm sendo organizados e ampliados nos últimos anos. Recentemente, passaram a ser objeto de estudo por especialistas, direcionados em ações como a comemoração do Dia da Botânica e as Gincanas de Identificação Virtual do Herbário VIES, que ocorreram em 2020.

Devido à atual situação da pandemia de Covid-19, que levou o 71º Congresso Nacional de Botânica, sediado em Goiás, para a modalidade virtual, os herbários de Goiás não poderão contar com a visita de especialistas aos seus acervos, no período do evento. Diante disso e das experiências positivas obtidas nas ações de identificação virtual mencionadas, propõe-se a realização de uma gincana para identificação e correção de dados de espécimes coletados no Estado de Goiás, com imagens online. 

Assim, estamos propondo a GIN TAX - Goiás, para incentivarmos os botânicos a conhecerem mais sobre as coleções e a flora e funga deste Estado. Sabemos que nem todas as imagens poderão ser identificadas, assim também será uma forma dos especialistas reconhecerem exemplares que merecerão outros estudos no futuro.

PERÍODO

26 de junho (8h) até 1º de julho de 2021 (18h) – horários de Brasília.

OBJETIVO

Ampliar o número de registros de coletas do estado de Goiás identificados corretamente nos herbários.

FORMAS DE PARTICIPAÇÃO

Os botânicos poderão enviar suas identificações ou atualizações como anotação ao registro disponível na rede speciesLink https://specieslink.net/search através da ferramenta “anotação” disponível junto a cada registro. Dessa forma, mesmo que os dados ainda não tenham sido atualizados pelos herbários, os usuários terão acesso às anotações com as novas identificações.

Se não forem usar o speciesLink, os botânicos poderão submeter suas identificações ou atualizações por meio do formulário Google.

PREMIAÇÃO

Serão premiados com livros os três botânicos que efetuarem o maior número de correções e/ou identificações no período da gincana. O resultado da premiação será anunciado na sexta-feira, dia 2 de Julho de 2021.

Também serão sorteados exemplares de livros, na sexta-feira, dia 2 de julho de 2021, entre todos os participantes da GIN TAX - Goiás.

REALIZAÇÃO:

71º Congresso Nacional de Botânica

APOIO:

Herbário VIES – Universidade Federal do Espírito Santo

INCT – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos do Brasil

CRIA – Centro de Referência em Informação Ambiental

Segue um passo-a-passo de como contribuir nessa ação de identificação de espécimes online.

1.      O primeiro passo ao acessar a página de busca da rede speciesLink (https://specieslink.net/search/) é clicar na opção “Entrar” na barra superior azul para se cadastrar no sistema ou para digitar o seu email e senha. Somente pessoas cadastradas podem usar a ferramenta de Anotações.

2.      Uma vez cadastrado e “logado” no sistema, abra o formulário de busca.

3.      Escolha como parâmetros de busca: estado=Goiás; rede=INCT – HVFF; Base de Registro = espécime preservado; e imagens = com imagens.

4.      Faça a busca e abre a opção NÚMEROS e verá o seguinte resultado, ou algo semelhante, uma vez que a rede speciesLink é uma base dinâmica com a entrada diária de novos dados.



São 67 conjuntos de dados com cerca de 116 mil registros com amostras coletadas em Goiás, com imagens associadas aos dados. São 2.395 registros identificados até o nível de família; 11,6 mil até gênero, mais de 101 mil registros identificados até espécie e 158 sem qualquer identificação.

5.      Supondo que você é especialista do gênero Mimosa. Voltando ao formulário de busca, no campo nome científico digite Mimosa embranco, além de manter os outros elementos da busca. A seguir é apresentada uma imagem do formulário preenchido.


O sistema recuperou 192 registros de 18 conjuntos de dados que atenderam esses critérios de busca.

Analisando os números em relação a duplicatas (coletor + número de coleta + data de coleta iguais), o sistema achou 13 duplicadas nesse conjunto de dados e 34 com toda a rede que podem auxiliar no processo de identificação.

6.      Clique na opção REGISTROS para analisar os registros encontrados

7.      Ao analisar um registro específico, basta clicar na opção nova anotação logo abaixo do registro, lembrando novamente que o usuário precisa estar cadastrado. O sistema devolverá o seguinte formulário a ser preenchido e enviado:

As opções de assunto são nome científico, identificação, geografia e outros. Faça a sua anotação e clique em ENVIAR. Sua anotação será enviada ao curador responsável por aquele registro e será anexada ao registro online como anotação.


18 de jun. de 2021

Dia Mundial de Combate à Desertificação

 Helba C. Souza

O dia 17 de junho foi estabelecido pela ONU como o Dia Mundial de Combate à Desertificação.

Momento de pensar em como evitar os efeitos daquele fenômeno, pois deserto é quase ausência de vida. E precisamos de Vida! Que a vida floresça cada dia mais!

Fototeca Maurício Mercadante

Plantae Fabaceae
Centrosema bracteosum Benth.
FMM 669 Coleta: 27/11/2010.
Loc: Parque Ecológico Dom Bosco, Brasília, Distrito Federal, Brasil
Coord. orig.: [lat: -15.797781 long: -47.807511 WGS84]
Notas: Hábito: Erva; Domínio Fitogeográfico: Cerrado; Vegetação: Cerrado (lato sensu)
tipo de registro: MachineObservation
status taxonômico: aceito, Flora do Brasil 2020

20 de mai. de 2021

Coleção Botânica de Plantas Medicinais (Fiocruz-CBPM)

Tecnologista - Plataforma Agroecológica de Fitomedicamentos
Curador Adjunto da Coleção Botânica de Plantas Medicinais - CBPM
Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde - CIBS Farmanguinhos - Fiocruz

A Coleção Botânica de Plantas Medicinais (Fiocruz-CBPM) é um herbário especializado na prestação de serviços e assessorias voltados a iniciativas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em plantas medicinais e fitomedicamentos. A coleção institucionalizada em 2017 vem investindo em sua modernização e infraestrutura com auxílio da Vice Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz e do Instituto de Tecnologia em Fármacos - Farmanguinhos (unidade da Fiocruz a qual pertence). A partir de 2018 também procurou desenvolver parceria com o herbário RB do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro a fim de migrar seu banco de dados para o JABOT e digitalizar imagens de exsicatas.

Em 2019 a CBPM ingressou no projeto "Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos do Brasil" podendo contar com a divulgação proporcionada pelo projeto, com o trabalho de bolsistas e com a melhoria da qualidade de seus dados através das ferramentas oferecidas pelo speciesLink. 

Agora em 2021 a CBPM atingiu a meta de digitalizar as imagens de seu acervo e disponibilizá-las online através do speciesLink. Esperamos que, com esta nova conquista, possamos contar com a atualização/correção de informações e continuar nosso trabalho em colaborar tanto com a comunidade científica como com a divulgação da ciência junto a diferentes atores da sociedade.


A) Physalis angulata L. B) Exsicata da Physalis angulata L.da coleção Fiocruz-CBPM. C) acervo da coleção de exsicatas.


A) Marcelo Neto Galvão realizando uma coleta. B) representantes de comunidades rurais da Bahia participando da herborização durante um levantamento etnobotânico de plantas medicinais. C) assessoria em que capacitam profissionais de saúde sobre a importância da botânica no uso racional e seguro de plantas medicinais no SUS segundo a Política Nacional de Plantas medicinais e Fitoterápicos (PNPMF). D) capa do livro de divulgação científica que resultou do levantamento etnobotânico na Bahia



8 de abr. de 2021

“Por que não conseguimos aproveitar o valor econômico da biodiversidade? ”

 Helba Cirino Souza


Vol. I, Part I, Fasc. See Urban Prancha 1, Publicado em 1906. Flora Brasiliensis - fb.cria.org.br

Esse é o questionamento lançado por Rubens Naves em artigo publicado na revista “Le Monde Diplomatique Brasil” nº 165. Questionamento que provoca profundas reflexões e tem como saída grandes transformações.

Continua Rubens: É preciso transformar a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. A questão é que o futuro chegou e, com ele, a conta ambiental. O Brasil ainda tem a possibilidade de dar a volta por cima com uma perspectiva concreta de prosperidade sustentável. A evolução biológica, que nos presenteou com a máxima biodiversidade do planeta, tem o potencial de realmente transformar o país. Temos os meios de criar ferramentas para colocar em prática a bioeconomia da floresta em pé, respeitando o conhecimento dos povos tradicionais que sabem desse potencial.

Rubens Naves preside o Conselho Deliberativo do Centro de Referência em Informação Ambiental – CRIA, instituição que ao longo de seus 20 anos tem contribuído para a disponibilidade de informações sobre a biodiversidade brasileira, de forma livre, gratuita e online. Os sistemas públicos de informação são resultados de um trabalho colaborativo entre cientistas, universidades e institutos de pesquisas do Brasil e do Exterior.

Precisamos nos harmonizar à natureza e preservá-la para garantir a sobrevivência da espécie humana. Desenvolvimento e preservação ambiental precisam caminhar juntos. O Brasil pode se transformar em uma potência biotecnológica através do manejo consciente da biodiversidade. Mudanças radicais são necessárias!



24 de fev. de 2021

Nova coleção de borboletas está disponível online na rede speciesLink

 Kátia Aleixo, Associação Brasileira de Estudo das Abelhas - A.B.E.L.H.A.


Desde janeiro deste ano, mais uma coleção de insetos disponibilizou dados e imagens na rede speciesLink, o acervo de Lepidópteros da Santa Genebra. A fototeca é fruto da parceria entre o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) e a Fundação José Pedro de Oliveira (FJPO), com o apoio da associação A.B.E.L.H.A..

Atualmente, podem ser acessados 42 registros online na rede speciesLink, incluindo lindas imagens dos espécimes catalogados.


Borboleta conhecida popularmente como Olho-de-coruja (Caligo illioneus) (cc) Lepidópteros da Santa Genebra (LSG).


Borboleta conhecida popularmente como Borboleta-do-girassol (Chlosyne lacinia saundersi) (cc) Lepidópteros da Santa Genebra (LSG)
 

Lepidópteros da Santa Genebra

A fototeca está sob responsabilidade da FJPO e conta com registros de espécies de borboletas de ocorrência na Unidade de Conservação (UC) ARIE Mata de Santa Genebra, maior fragmento de floresta nativa da região metropolitana de Campinas - SP. É interessante destacar que, ao longo de mais de 30 anos, já foram catalogadas 700 espécies em levantamentos realizados na UC. Os espécimes encontram-se depositados na Coleção de Lepidoptera do Instituto de Biociências da UNICAMP.

A fototeca será continuamente incrementada com os registros realizados na ARIE Mata de Santa Genebra pela equipe da FJPO, gestora da UC, e pelos participantes do Programa de Fotografia da Natureza, que busca aproveitar o potencial da fotografia como ferramenta para educação ambiental e promover o envolvimento da comunidade na divulgação e valorização dessa UC de grande importância regional.


Importantes polinizadores

As borboletas e mariposas compreendem a ordem Lepidoptera, segunda maior em número de espécies do grupo dos insetos, atrás apenas de Coleoptera (besouros). Do total de espécies de lepidópteros conhecidas, 90% visitam flores para se alimentarem de néctar e, assim, polinizam centenas de espécies vegetais no país.

Na agricultura, segundo o Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil, as borboletas visitam as flores de 45 cultivos e polinizam quatro deles: laranjeira, mangabeira, pereira e abacaxizeiro-do-cerrado. Ao todo, 40 espécies de borboletas visitam cultivos, das quais 14 atuam como polinizadores.

Já as mariposas visitam as flores de 12 cultivos e cooperam para a polinização do pequizeiro, piquiazeiro, jaracatiazeiro e mangabeira, atuando como principais polinizadores deste último. Um total de 20 espécies de mariposas são visitantes florais de cultivos, sendo 13 delas identificadas como polinizadores.

A rede speciesLink

A rede speciesLink, mantida pelo Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA), é um sistema que tem por objetivo integrar a informação primária sobre biodiversidade que está disponível em museus, herbários e coleções biológicas, tornando-a disponível, de forma livre e aberta na Internet, para o público em geral. Atualmente, existem mais de 15 milhões de registros online na rede, distribuídos em 534 coleções e subcoleções biológicas.


3 de fev. de 2021

Imagens de plantas coletadas no século XVII no nordeste do Brasil são disponibilizadas no INCT Herbário Virtual via rede speciesLink

João Renato Stehmann, Professor do Departamento de Botânica, ICB, UFMG


O Museu de História Natural da Dinamarca compartilhou com o INCT Herbário Virtual as imagens do Herbarium vivum brasiliense, um livro-herbário que contém as primeiras amostras de plantas do Brasil, coletadas por Georg Marcgrave, geógrafo, astrônomo e  naturalista, que esteve na então colônia holandesa, entre os anos de 1638 a 1644.  São 173 exsicatas, contendo amostras de 149 espécies, representadas por plantas nativas e cultivadas da flora do nordeste brasileiro. 

O livro-herbário e diversos manuscritos foram levados para a Holanda e serviram de base para a publicação da Historia Naturalis Brasiliensis (Piso & Marcgrave 1648), editado por Jan de Laet, que faleceu em 1649.  Após sua morte, o herbário foi comprado por Willian Worm e levado para a Dinamarca. Posteriormente foi adquirido pelo então rei da Dinamarca, Frederico III, e incorporado ao acervo real, hoje no Museu de História Natural da Dinamarca.

Herbarium vivum brasiliense, livro-herbário guardado no Museu de História Natural da Dinamarca, com plantas coletadas no nordeste do Brasil por Georg Marcgrave (1638-1644). Ao lado, o Prof. Per Olof Ryding, pesquisador do Herbário C.


Para se ter uma ideia da importância do acervo, devemos lembrar que as outras amostras antigas provenientes do Brasil datam da segunda metade do século XVIII, como aquelas coletadas por Philibert Commerson (e Jeanne Baret), 1767, e de Alexandre Rodrigues Ferreira, entre 1783 e 1792. O acervo digital repatriado pode ser considerado uma verdadeira relíquia!.

O Herbarium vivum brasiliense foi estudado na década de 1970 pelos pesquisadores Dárdano de Andrade-Lima, botânico pernambucano, Anne Fox Maule, Troels Myndel Pedersen e Knud Rahn, dinamarqueses, o que resultou na publicação da lista identificada e comentada das amostras. Quase uma década depois, como forma de divulgar esse importante acervo histórico, o texto do artigo, escrito originalmente em inglês, foi traduzido para o português e publicado como livro, incluindo as fotografias das amostras. 

A divulgação das imagens das plantas coletadas por Marcgrave no INCT Herbário Virtual, em parceria com o Museu de História Natural da Dinamarca, é como a descoberta de um tesouro perdido. Resgata um dos mais importantes patrimônios históricos da flora brasileira, além de possibilitar que a comunidade científica possa, de forma acessível, utilizá-lo na pesquisa e ensino em diversas áreas do conhecimento.

Referências:

Andrade-Lima, D., Maule, A.F., Pedersen, T.M. & Rahn, K. 1977. Marcgrave’s Brazilian Herbarium – Collected 1638-1644. Botanisk Tidsskrift  71: 121–160. 

Andrade-Lima, D., Maule, A.F., Pedersen, T.M. & Rahn, K. 1986. O herbário de Georg Marggraf. Rio de Janeiro: Fundação Nacional Pró-Memória; Recife: Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco. 2 vol.