23 de mar de 2015

INCT REFLORA – NOVOS DADOS REPATRIADOS

Graças à visita da pesquisadora Tiina Särkinen do Jardim Botânico de Edimburgo ao CRIA e ao apoio do CNPq ao INCT-Reflora, foram concluídos os trabalhos de repatriamento dos dados de espécimes coletados no Brasil e depositados e mantidos nos herbários do Royal Botanic Garden Edinburgh (RBGE) e do Natural History Museum (NHM) de Londres.


 O RBGE possui cerca de 3 milhões de exemplares representando dois terços da flora do mundo. Apesar do Jardim ter sido fundado em 1670, o herbário foi criado no século 19. Além de várias coletas de Gardner e Spruce no início do século 20, destaque deve ser dado ao acervo do Cerrado, coletado pelo pesquisador James (Jimmy) Ratter. Ao todo, o acervo brasileiro do RBGE integrado ao INCT – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos possui mais de 2 mil registros de tipos.


A coleção botânica do Museu de História Natural de Londres possui cerca de 6 milhões de espécimes sendo que, até o momento, somente cerca de 8% foram digitalizados. Aproximadamente 88% dos dados repatriados com informações sobre o ano de coleta são anteriores a 1970. O acervo online do Brasil possui cerca de 7 mil registros de tipos.

Juntos, esses acervos disponibilizam em torno de 24 mil registros com destaque para as famílias Fabaceae, Solanaceae, Orchidaceae, Melastomataceae e Rubiaceae e coletas realizadas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Amazonas e São Paulo.

Também foram integrados ao Herbário Virtual da Flora e dos Fungos os dados do Solanaceae Source, um banco de dados desenvolvido por um projeto colaborativo do Planetary Biodiversity Inventory (PBI), envolvendo várias instituições e pesquisadores. As fontes de dados trazem descrições, imagens e registros de espécies de Solanaceae.

Juntos, esses três conjuntos de dados possuem 9.854 registros de tipos, 530 registros de espécies ameaçadas e 6.560 espécies aceitas distintas. São dados de amostras coletadas entre 1768 e 2014 (Figura 1), incluindo amostras obtidas por Glaziou, Blanchet, Burchell, Martius, Gardner e muitos outros.

Figura 1. Ano de coleta dos dados botânicos repatriados

O Natural History Museum de Londres também se mostrou disposto a compartilhar dados de espécimes coletados no Brasil dos acervos das divisões de entomologia (polinizadores), paleontologia e zoologia. Apesar desses acervos não fazerem parte dos objetivos do INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, os dados foram repatriados e integrados à rede speciesLink por tratar-se de uma importante oportunidade para o país e para o futuro programa Refauna do CNPq.

Foram repatriados cerca de 22 mil registros, sendo 3.487 registros de tipos, 217 de espécies ameaçadas de extinção e 2.566 espécies aceitas distintas. Os registros referem-se a amostras coletadas entre 1768 e 2012.

Nenhum comentário:

Postar um comentário