11 de jan de 2017

Destaques da rede speciesLink em 2016


Destaques da rede speciesLink em 2016


A rede speciesLink é o principal sistema de informação entre os desenvolvidos pelo CRIA dado seu caráter colaborativo e o número de parceiros envolvidos. Foi lançada em outubro de 2002 integrando inicialmente dados de 12 coleções biológicas do estado de São Paulo com informações sobre espécimes da fauna, flora e microbiota brasileira. Essa rede foi ampliada, ao longo dos últimos 15 anos, graças às parcerias estabelecidas principalmente com a comunidade acadêmica e ao financiamento das agências de fomento do país e do exterior.

Quanto a rede cresceu?


Iniciamos o ano de 2016 com 7,4 milhões de registros on-line provenientes de 408 coleções de dados, além de 1 milhão de imagens associadas. Fechamos o ano de 2016 com 8,3 milhões de registros on-line e cerca de 1,4 milhão de imagens associadas.

Evolução do número de registros e provedores de dados da rede speciesLink (specieslink, 2016)

 

Qual a abrangência e importância da rede?

 

É importante registrar que a rede possui pelo menos uma coleção biológica em cada estado brasileiro. Além da importância do compartilhamento aberto dos dados de todas as regiões do país, como a maioria das coleções está associada a programas de pós-graduação, a rede contribui também diretamente para a educação das novas gerações quanto à importância do trabalho colaborativo em rede, e compartilhamento aberto de seus dados e conhecimento gerado.

Distribuição geográfica dos provedores de dados do Brasil (speciesLink, 2016)

 

Quanto a rede é utilizada?


Em 2016 foi lançada a ferramenta Estatísticas do Uso dos Dados, desenvolvida no escopo do projeto INCT-Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, com o apoio do CNPq, que apresenta o número de registros e imagens utilizadas pelos usuários desde outubro de 2012, quando a nova interface de busca da rede speciesLink foi lançada. Permite também que cada coleção analise o uso dos dados do próprio acervo on-line, em qualquer período, em tempo real. Trata-se de um importante indicador que comprova a utilidade e importância do trabalho das equipes das coleções biológicas na curadoria de seus acervos e dados.

Em 2016 foram utilizados 596 milhões de registros e mais de 3 milhões de imagens. Comparando com o ano de 2015, houve um aumentou de cerca de 25% na utilização dos dados. 

Uso dos dados da rede speciesLink (speciesLink, jan. 2017)


Quem são os usuários?


Para entender melhor quem está usando esses dados e que uso fazem dos dados, em 2016 foi lançada uma pesquisa on-line visando conhecer o perfil desses usuários e melhorar os serviços oferecidos. A pesquisa foi fechada em dezembro de 2016 e obteve a contribuição de 625 usuários da rede speciesLink. 

43% indicaram utilizar os dados em pesquisa, 20% em ensino e 36% em outros usos. A maioria indicou como maior área de pesquisa a taxonomia e sistemática, seguida pela biogeografia, conservação e ecologia. No ensino o destaque foi para a botânica, ecologia e microbiologia. Em “outros usos” são destaques as listas da flora, fauna, microbiota e das espécies ameaçadas de extinção, o planejamento de novas coletas, estudos de impactos ambientais e políticas públicas e gestão ambiental. 

Pesquisa sobre o uso dos dados da rede speciesLink (speciesLink, 2016)

Com relação ao perfil dos usuários, 94% residem no Brasil, 34% são alunos de mestrado ou doutorado, 29% têm doutorado, 14% mestrado e 19% nível superior. 51% trabalham em universidades, 22% em institutos de pesquisa e 13% em instituições governamentais. Os 11% restantes são do setor privado, escolas e ONGs. Esse estudo foi financiado pela OCSDNet (Open and Collaborative Science in Development Network).

Quais as perspectivas para 2017?


Em maio, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação lançou a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2016-2019 onde o papel dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) na produção da pesquisa de excelência sob a forma de redes e são incluídos dentre os principais atores que compõem o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) do país.

Os principais desenvolvimentos da rede speciesLink nos últimos 8 anos foram realizados no contexto do INCT – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos e, graças à aprovação do segundo ciclo do projeto para início em 2017, temos a perspectiva de dar continuidade ao trabalho em 2017.   

Desejamos um ano de 2017 melhor para todos!

Equipe CRIA

Nenhum comentário:

Postar um comentário